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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Essa agudeza de viver faz a gente querer dançar, não é Elena?
E hoje eu nem quis mais estar por aqui, por alguns instantes antes de abrir meus olhos... 60 insinght por segundos, eu dancei por cima do muro da vida, dancei por cima do abismo. E você estava lá com seu vestido amarelo longo quase transparente... ainda ouço o piano que tocou, que acelerou e diminuiu a tristeza que sempre fui.
Ontem conheci a sensibilidade que se dança. "Elena se dança, leve, leve, suave, encanto de ave”, um pássaro que dançou com a lua antes de mim. E eu que sempre quis ter em minhas mãos a lua pra rodopiar com ela. Dançar com ela, tocar ela, beijá-la... abraçar ela...
Lembra quando eu subia no muro e queria me jogar de lá como se fosse um pássaro? Pois é, acho que fui além de mim na tentativa de me perder de mim.
Eu fecho os olhos e agora sinto a água que sempre fui.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


É de imaginar bobagem
Quando a gente liga na televisão
Toda dor repousa na vontade
Todo amor encontra sempre a solidão

Todos os encontros todos os poemas
Manda me avisar
Manda me avisar

Todos os embates todos os dilemas
Manda me avisar
Manda me avisar
Eu sei
Todo ser humano
Pode ser um anjo

girinos, vestígios no rio.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012


de baixo das flores amarelas
tinha uma terra seca, vermelha
que cegou a gente numa dança torta
o cerrado me encerrou

calma, calma, calma
deixa molhar, deixar chegar
deixa cair, deixa chover
deixa nascer o percurso
deixa escorrer no chão os nossos vestígios
que nosso tempo está por vir

prepare a terra pra semear
jorre toda a água  pra brotar
que nosso tempo está por vir
segure nas minhas mãos
deixe brotar nosso vento...


Calma,
Deixa cair
Ara,
Tempo por vir
Prepara a terra
Dissolve a mágoa
Passeia sem pensar
Ouvindo a água
Calma,
Deixa cair
Ara,
Tempo por vir
Prepara a terra
Deixa molhar
Deixa abater
Deixa derramar
Pra que sofrer?
Pra chorar?
Pra semear:
Caindo do céu
Atravessa o ar
Escorre no chão
Pra brotar.
Manu Santos

sábado, 12 de maio de 2012

vestido ou um tempo agora de abraços.


me vesti e dancei um choro
cai no rio que fiz
ao te ter em meus (a)braços
desenhei em linhas tortas meu nome
me despi e virei mulher em meus braços.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

"a carne, meu espírito, e meu espírito é carne. ponto. eu amo a vida. eu amo. ai, eu amo tanto. e não quero ninguém. escolhi eu. o amor está pra amizade. e quem há que negar que esta é superior. America. o mundo é pequeno de novo pra mim.
Um banho de sal grosso, ervas, casca de alho. Sangue de mim. As mulheres precisam disso, se não não aguentariam viver desse jeito, com tanta vida acumulada. é preciso morrer todo mês. Sangue de morte do feto, do amor, da vida, que não veio, contravivendo tudo o que veio.

samba. samba. samba, branquinha. samba, que essa avenida é tua.
Amanha é outro dia. Amanha é loa e não palavra."

daqui ô: festadacarne