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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
um lenço verde sobre a grama
uma menina passou correndo com um ratinho na mão
outra passa toda colorida com um cachecol vermelho
do meu lado o lago e o por do sol laranja
e o silêncio da tarde cinza que é Brasília
na ponte de concreto passos largos de pessoas distantes
sábado sisudo varreu meu entardecer
cultivei alguns silêncios cinzas
até aparecer balões e um sapo
uma menina sem nome passou e plantou o mesmo sapo numa árvore
que parecia chegar nas nuvens dos seus olhos
outra moça morena fotografava e escondia o tempo no seu bolso
seu nome era Júlia
ela não disse, mas eu suspeitei
e tão delicada que era me emprestou sua máquina captadora de tempo
no lenço verde sobre a grama
enquadrei uma moça rosa que esperava sorridente
a moça que havia corrido com seu ratinho
o sol cansou-se da tarde e foi embora para outro pais
não deixou remetente, não disse adeus
mas deixou um amor flutuando no lago
era um balão amarelo que flutuava sobre água serena
depois apareceu outro balão rosa claro
e outros de outras tantas cores
que cabiam dentro dos meus olhos
e enfim a noite me acolheu
terça-feira, 24 de julho de 2012
Minha, nossa odisséia.
Quem és?
Donde vens?
Qual a tua cidade?
Onde residem teus pais?
Em que navio chegastes?
Como é que os marinheiros te trouxeram até aqui?
Que marinheiros eram esses?
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domingo, 13 de maio de 2012
turvo turvo
Na noite da cidade as palavras se perdem e a lua acomete dois seres hiper humanos.
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sábado, 21 de abril de 2012
Os Comedores de Estrelas
"Os Comedores de Estrelas - A moderna tradição de Brasília" é um documentário idealizado e produzido por Júnia Cascaes, integrante do grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro.
Brasília, a jovem capital do país, busca sua identidade em meio a várias possibilidades artísticas e a diversidade cultural.
Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro nasceu no ano 2004 com intuito de formar uma cultura tipicamente brasiliense. O grupo recria a cultura popular e ao som do Samba Pisado, se utiliza da dança, da música, do circo e do teatro para contar o Mito do Calango Voador, história lendária de como surgiu Brasília e o Cerrado. E é de festa que a brincadeira criada pelo grupo representa a cidade.
Produção/Direção/Edição: Júnia Cascaes
Edição de imagens: Guilherme Oliveira
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sábado, 10 de março de 2012
Os incansáveis
Esta foto retrata o histórico
Movimento dos Incansáveis Moradores da Ceilândia que lutou pelo direito de
moradia nos anos 70 e se tornou o primeiro movimento social candango a encarar
a Ditadura Militar e encampar a luta de resistência pela redemocratização
brasileira.
no dia do despejo trabalhei no meu cotidiano repetitivo, funcional. enquanto tudo era retirado as pressas eu estava longe, bem longe, parada, estancada, sem fazer ideia. e tudo era jogado, espalhado onde dava, onde ainda cabia as tralhas que a gente acumula durante uma vida severina. e no fim do dia na volta pra casa, enrolado com o vento e a noite que escondia umas poucas estrelas, senti um vazio ainda mais agudo, ainda mais estridente. um vazio indigente.
eu estou cansada de bater ponto como a menina burguesa de classe média de carne osso e concreto. porque essa pobre de classe baixa, que sempre estudou em colégios públicos, passou na faculdade, nunca quis entrar para o serviço público de merda está cansada.
e toda razão é quebrada com a dura realidade, crua e nua a sua frente... veio aquele choro estancado a anos no corpo. o olho estranhou, estremeceu com a lágrima que não veio a meses...
vi todos os meus livros jogados... eu queria ressuscitar Jota Cristo e cobrar a promessa não cumprida... Brasília nunca meu coube...
hoje acordei com esses fleches de luz, seguindo um caminho ainda desconhecido. uma luz no fim no cu do mundo.
terça-feira, 6 de março de 2012
Um outro ensaio quadrado - ultracurto
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
do que a cidade te veste?
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o sol tá derretendo lá fora. se eu morasse sozinha eu viveria de calcinha pelos cômodos da minha casa. eu teria uma coleção mais elaborada de calcinha com estado de humor, cores diversas, com poemas escritos nelas. já pensei. calcinhas não iam me faltar para usar e andar pela casa.
eu não gosto de calcinhas pequenas e apertadas, prefiro as unissex, as confortáveis. acho uma celebração quando uma calcinha se adapta ao meio biotipo corpóreo. porque nem toda calcinha vai com sua cara. tem aquelas que você usa uma vez e elas te deixa m marcas.
olha, não é fácil encontrar uma calcinhas com as mesmas aspirações que as suas. é todo um processo de adaptação entre você e sua nova calcinha. eu por exemplo não daria certo com uma calcinha fio-dental, compatibilidade zero. nada contra, é questão de química mesmo.
ela caminha sozinha e nua na cidade vermelha vazia, espera um ônibus que nunca vem. um sol vertiginoso cobre seu corpo que fica craquelado a cada seca cristalina. ela chora no silêncio de sua dor. chora porque a esperança é pouca e cruel. chora porque pensa que não tem ninguém no mundo para lhe ajudar. ela me liga com uma voz embargada, fina, tão triste e doce... e diz que está triste e cansada, que vai chegar logo em casa. e eu fico triste com o mundo por fazê-la tão triste.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
mais doses de Eugênia, bombardeamento de Bárbara nas paisagens brasilienses. textura sangue.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
"Brasília é a paisagem da insônia."
ai, de mim. que me
perdi nela. eu que sou tantas em mim, me perdi justo nela. por hora sou Brasília (in)Sônia, (in)Sol - ação num dia de domingo. hoje é o que tem, é o que quero ser. amanhã nem sei do por vir. nem quero saber agora. preciso dormir, ir... eu me visto dessa cidade todos os dias, e cada dia é um dia diferente. é um conto dançando por debaixo da minha roupa quente. Brasília grita alto quando quer me chamar atenção, e eu paro. por não saber dizer não, por não querer dizer não. essa cidade me mata em doses letais, em cantos carnais. ela me solidifica, viro pó. ás vezes quero partir daqui, das pessoas doentes de insolação. eu faço parte dessa parcela ensolarada. eu quero partir, mas não quero deixá-la. merda, eu não sei. eu quero deixá-la com uma mão na frente e outra atrás. eu quero que ela se foda e aprenda a não causar tanta solidão em mim. eu quero dizer isso, mesmo que isso doa em mim e a difame perante vocês. eu te amo, mas um dia terei que partir.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Da menina
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Brasília, um ótimo lugar pra sentir saudade sabe-se lá o quê.
ela não tem jeito
samba saudade
colhe tristezas
e volta pro começo
e diz que vai mudar
auto-sabotagem.
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sábado, 31 de dezembro de 2011
Hoje é dia do Esquadrão da Vida!
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sábado, 24 de dezembro de 2011
será mesmo que um dia eu me encontro?
num ritmo quieto, eu te esperei
de mãos soltas no vento sul
te esperei num fim de tarde, no amanhecer
até tudo acabar
até nada de dor existir em mim
vesti roupas coloridas pra te ver num domingo índigo
caminhei nua pela rua
de alma livre pra te receber
será mesmo que um dia eu me encontro?
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
porque metade de mim ainda é insegurança
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