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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

com todo amor aos olhares de instante-súbito.

era seis e pouco da tarde. eu no ônibus de volta pra casa comendo biscoito de água e sal. olhava pela janela como quem procura algo que não se sabe, não se pensa. alguém solicitou o ônibus, ele para. eu paro meu olhar num menino na parada de ônibus esperando seu ônibus. como quem não quer nada ele me manda beijos tão sinceros e gratuitos, que retribuo com um sorriso. ele ri volta e me pede um biscoito de água e sal. e antes do ônibus partir, pela janela no ônibus lhe dou meu biscoito de água e sal e muito amor.  ele diz obrigado e parto pelo meu itinerário. 

sábado, 22 de setembro de 2012

passarinho, um carinho.


Eu sinto que algo diferente... Não é só a chuva, não é só a primavera que se descortina lá fora... Percebo uma pele mais fina que se transforma a cada encontro. Ah, os encontros. Todos os encontros, todos os afetos que tateiam o espírito. 
Eu tenho sono, mas não vou dormir sem antes dizer que a pele dela é um convite, é um encontro, é um acontecimento tecido no instante... Instante pelo instante é abraçar o espaço-tempo, é lamber o céu que habita o corpo da gente.
Meu corpo tem fome de pele. Eu descobri que ele quer tatear o instante da pele, quer varrer, escorrer, imbricar, liquefazer, deslizar, contra-pesar, ceder, fluir... meu corpo quer lamber os instante-já! Esse burburinho que comove os músculos, os sentidos, o útero, os seios. Meus seios querem encontrar outros instantes, quer sentir os batimentos... a disritmia. 
Eu tenho sono, mas quero dizer que existe uma pele. Existe uma pele, uma pele... pele... a pele dela é um convite. É um encontro. É um acontecimento. Já disse isso né? Provavelmente sim, considerando que a essa altura do sono não tenho mais tônus consciente... eu tou me perdendo e acho um bom caminho para me entender. E é bem fácil se expor, ainda bem que isso só me cumpre. Tudo bem. Eu estou deixando os meus segredos se perderem no vento...
O que está diferente é a pele! É a terra, é a água. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

eu quero tatear, imbricar na pele. eu quero serestar o instante. eu quero instante-ar cada afeto. ventar, ventar, ventar. transbordar amor, abraços. eu quero a leveza de um rio. a sutileza de uma barriga d'água.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

da menina que passou lá em casa e deixou um canto.


tudo é muito quando se é criança
ir embora é uma partida de seis meses
o choro é um rio que se transforma em mar
a voz embarga, fica pianinho
e quando se esquece tudo não passou de nada
a dor passou num segundo.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

o toque dela é água
um sutil  vento de água que passou pelo meu cabelo, rosto
inverteu o tempo-espaço
despertou um lugar invisível em mim
trouxe luz e cor
o abraço dela é rio que quando sinto me perco
o silêncio dela é uma dança
o toque dela é água
e eu viro peixe. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012


Ela ainda não sabe quem é… Ela se ocupa com seus barquinhos e com as suas desimportâncias. Talvez ela seja as coisas tão gratuitas que a distrai… Esses barquinhos um dia foi um lindo caderno que um amigo lhe deu. Ela não tinha coragem de escrever no caderno por achar que não tinha capacidade de escrever algo tão importante, foi então que resolveu fazer barquinhos de papel com o caderno. Assim ela viajou pra lugares bem distantes…
Um certo autismo a salva, eu e ela constatamos isso. Ela é salva por coisas tão gratuitas quanto à carta mais bonita que já recebeu sem ter sido escrito pra ela.  Assim como Santiago e Estamira quem sabe eles puderam suportar a melancolia de quem suspeita que as coisas aqui não fazem mesmo muito sentido.
Quem sabe ela veio de uma placenta de um morro verde amarelo do vento sul, ou quem sabe ela veio de todos os lados.
A cidade dela seria Bráxilia se não fosse Brasília. Mas ela a dama de concreto (Brasília) também é cidade… é ela que traz toda essa rica seca, esse cerrado absurdo, essas folhas das quais ela inventa e venta. Sutileza. Generosidade. Gratidão. Afeto.
A mãe dela reside nela, o pai dela reside nele.
Ela chegou naquele navio que navega e se perde a cada onda, a cada vento, a cada descuido, a cada destraimento, a cada momento, a cada instante...
Os marinheiros a puxaram pelo percurso louco da vida. Ela recebeu uma carta do acaso sem remetente dizendo que certos marujos iriam se reunir na grande odisséia do centro oeste. Lá foi ela brincar… se perder. 


já é um pedacinho de memória.





sexta-feira, 29 de junho de 2012


Hoje eu acordei com um presente escondido na minha gaveta, era uma carta pra ser aberta com amor e carinho. E fora das linhas tinham vários beijos de batom vermelho e um "eu te amo" de coração. É precioso o afeto da gente, é festejo, é muito, bem mais que muito de grande, gigante, infinito, além, muito além da vida. Amo você Bruxinha!