sábado, 8 de maio de 2010

Sobre o Amor e seu Trabalho Silencioso

Ininteligível e impalpável

[...]Sou uma amadora? O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.


Subo o rio no contrafluxo À margem da loucura

Qual foi a última vez que você fechou os olhos pra um beijo e sentiu aquilo te tomar da nuca até os calcanhares?


Para...

Ainda consigo escutar sua voz. Ela não sai da minha cabeça. Quer dizer a muito tempo que não controlo meus pensamentos. Você aparece nas horas mais impróprias. Porque não vai embora de uma vez? Já faz algum tempo que seu corpo foi embora. Então, leva contigo tua alma. Me deixe viver um pouco. Um pouquinho que seja sem sua sombra me seguindo por todos os cantos. (...) Tá vendo essas cartas? É tudo que me restou de você. Pode levar não quero mais. É só peso... Olha essa aqui (...). Pode levar com você essa. Essa aqui também. Pode levar tudo que quiser. Objetos, roupas, imagens. Tudo. Ou melhor, pode ficar eu que estou de partida. Porque eu decidi não fico nem mais um minuto aqui. Fique a vontade... Mas é que eu preciso partir. Se me descuido morro. É muito fácil. É uma questão do relógio parar. Mas finalmente resolvi vou embora. A gente morre ás vezes. Espere, ainda resta uma coisa sua (...). Agora sim posso ir (...).

Silêncio

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cronograma de Apresentações do espetáculo: O Filhote do Filhote de Elefante.

Cronograma de Apresentações do espetáculo:

O Filhote do Filhote de Elefante.

MAIO

Dia Local
9 Domingo SQN 206
13 Quinta - Feira Gama
16 Domingo SQS 310
18 Terça- Feira Núcleo Bandeirante
20 Quinta-Feira Paranoá
21 a 23 Patos de Minas
27 Quinta-Feira Planaltina
30 Domingo SQN 312

JUNHO

Dia Local
3 Quinta-Feira Varjão
6 Domingo SQS 316
10 Quinta-Feira Taguatinga
13 Domingo SQN 411
17 Quinta-Feira Samambaia
20 Domingo SQS 410
24 Quinta-Feira São Sebastião
27 Domingo SQN 306

JULHO

Dia Local
1 Quinta-Feira Sobradinho
4 Domingo SQS 109
8 Quinta-Feira Sobradinho II
11 Domingo SQN 415
15 Quinta-Feira Ceilândia
18 Domingo SQS 206
22 Quinta-Feira Guará
22 Quinta-Feira Apresentação BR – conferir com BR e se tiver choque de horário, mudar a data do Guará.
25 Domingo SQN 215
29 Quinta-Feira Brazlândia


AGOSTO

Dia Local
1 Domingo SQS 306
5 Quinta-Feira Cruzeiro
8 Domingo SQN 115
15 Domingo SQS 209
22 Domingo SQN 407
29 Domingo SQS 107

SETEMBRO

Dia Local
5 Domingo SQN 410
12 Domingo SQS 305
19 Domingo SQN 113
26 Domingo SQS 407

ÉTICA NÃO É TITICA.

domingo, 2 de maio de 2010

Parte de mim

Ando vazia. É. Porque não sei o que fazer quando se tem algo para fazer. Não sei o que fazer. Não sei pra onde devo ir. É como se eu andasse em num circulo vicioso. Estou estagnada, estancada mais prá cá do que prá lá. Mais prá cá dentro de labirinto sem saída. Sabe quando não se sabe? É isso que sou agora. Nada. Nada sai de mim exceto minhas frustrações. Me disseram que não se pode estar vazia. Desde então penso nisso. Sentir-se vazia já é sentir algo. Então, em que parte de mim estou vazia? A parte que não me encontro. A parte que não me reconheço. A parte que é só ego. A parte de mim que estar morrendo. A parte de mim que não faz. A parte de mim que é fraca. A parte de mim que é só solidão. A parte de mim que não se sabe. A parte mim que é só vertigem. A parte de mim que não ama. A parte de mim que não se sabe de repente. Uma parte de mim que é só insegurança. Uma parte de mim que não sonha mais. Uma parte de mim agora pondera. Uma parte de mim que é só indecisão. Uma parte de mim que é só estranheza. Será o que sou? Fragmentos? Partes? Nada. Uma parte de mim chora para dentro, outra se mascara, espanta. Tantas partes de mim que se chocam. Preciso me rechear. Preciso viver. Ver a vida mais amarela como um certo rapaz um dia escreveu e aceitar esse nada que sou porque agente é mais nada do que coisa.
P
E
N
S
O:
Aff, que porra de texto... tá uma merda isso, desculpa se não me compreenderem nem eu me entendo. PORRA.

Como faz para se desligar?

Acordei mais vazia do que de costume. A casa estava vazia, sem ruídos, gritos, apenas minha respiração. No quarto a televisão desligada olhava para mim... Eu devo está completamente distraída... Dei quatro, cinco passos e resolvi me deitar no sofá e liguei a TV. Mas confesso que não sabia enxergar tantos sinais. Não é muito fácil me desligar.

sábado, 1 de maio de 2010

"Solidão é quando o coração, se não está vazio, sobra lugar nele que não acaba mais." Antônio Maria

Jardim secreto

Uma árvore grande, retorcida chama meu nome. Aceito o encontro na claridade da manhã. Dia verde. Grama da manhã ainda molhada salpica em meus pés calejados. Bem-te-vi ao longe anunciando minha chegada. De perto ela é mais linda do que eu pensava. Uma santa cravejada de flores amarelas. Seu corpo enorme é um berçário. Quente. Água morna sobre o corpo. Me deito em seus braços rugosos. Em minhas costas sinto suas ramificações. Sinais. Balançar de mãe... Meu canto materno... De flor em flor de pensar em pensar cabeça não para de girar. Pensa na lua da noite que estar bem ali perto. A pouco passos trepada em outra árvore retorcida... Tento parar de pensar. Inutilmente. Disfarço as minhas intenções. Como se faz para dizer que não? Apenas pare, respire. Não pense por um segundo... É difícil, eu sei, mas vieram os pássaros, formigas de guerra, folhas verdejantes. Seiva. Mel na boca. E confesso só minha mãe me compreende. Sim. Minha mãe árvore sua filha chora de alegria. Chora chá verde. Rego... Adormeço... De repente como um susto ele aparece para mim. Ele me olha atento. Não pisca. Cospe fogo. O Sol... Ele invade minha casa chamuscando fogo e cinzas pelo chão. Se enamora. Agente de repente se enamora... O amor é muita coisa dar em todo o momento. Pela primeira vez me apaixono pelo sol. Penso: não é possível que eu não tenha reparado. Eu devo estar completamente avoada. Como eu nunca olhei pra ele?... Fecho os olhos e sinto tudo. Permaneço. Até quem sabe o próximo chamado... É. Eu renasci. Como um brotinho eu renasci. Minha mãe se chama árvore. Meu pai se chama pássaro aquele que canta no alto dos prédios, andaimes. Ele canta, cochicha no ouvida da minha mãe. Eles me encheram de amor, carinho e atenção. Cresci. E fui atrás do meu presente. Dei quase cinco passos e parei. Não sabia enxergar tantos sinais. Me deitei na grama molhada. Ofereci uma flor a ele. Como eu te valorizo... Nascia ali um amor absoluto. Vem. Eu te encho de beijos te chamo de meu. Vem pra minha casa. Lá o sabia canta a menina faz festa de dia e a noite tem fogueia tem histórias. Me chamo Maria filha da árvore grande. Desde pequena meu pai me ensinou a assobiar, cantar. Faço festa também no seu coração se você quiser. Vem?... Como pode se apaixonar pelo sol? Eu que tanto desprezei. Pouco te dei atenção. Agora, não pergunte, só sei que amo você... Como se faz para ter? Como se faz para não morrer? Como se faz pra amar você? Peço desculpas pelos anos despercebidos. Sou uma idiota, eu sei. Mas o que eu penso mesmo é ser feliz e encontrar alguém que me faça mais feliz e me encha de beijos que me der asas pra voar. Que seja você amado Sol... Acordei depois de infinitas horas. O despertador tocou. Vamos. Roubaram meu presente. Para. Não devo ser tão egoísta. O sol não é só meu. É de quem quiser tê-lo com atenção. Acho que vou te inserir na minha paisagem e quando bater a saudade olho pro céu depois vou descansar na casa mãe e faço nosso chá verde.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

C.L

Precisa dizer de quem é essa escrita?

"Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O 'amar os outros' é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...]"