sábado, 7 de agosto de 2010
Uma lembrança
Quando eu era criança a coisa que eu mais queria era ganhar uma bicicleta. Eu sonhava tanto em ter uma que quando ganhei minha primeira achava que estava vivendo em um sonho.
Nessa época eu passava o dia inteiro nas ruas andando pra lá e pra cá. Só voltava a noite pra casa. Não me cansava. Eram engraçadas as primeiras pedaladas.
Havia uma rua perto da minha casa que tinha um buraco enorme e profundo. Quando eu tentava fazer a curva da rua eu sempre caia no buraco. Não conseguia fazer uma curva perfeita. Lembro que eu vivia toda arranhada e com as roupas encardidas de lama por causa do buraco.
Ele era profundo e cheio de entulhos. Até hoje tenho as cicatrizes. Ás vezes sinto no corpo as lembranças das quedas... eu sempre levantava... Por incrível que pareça eu era feliz com minha bicicleta. Todos os dias eu tentava fazer aquela curva. Os vizinhos riam de mim pela minha persistência em vencer aquele abismo.
Um dia de tanto tentar eu consegui fazer a curva. Continuei pedalando... e o buraco foi ficando pra traz. Não sei descrever o que eu senti naquele dia. Acho que era felicidade. Eu chorei tanto em cima da bicicleta, mas de felicidade. Naquele dia andei de bicicleta até a noite. Depois veio o cansaço e voltei pra casa e dormi.
Até hoje fico na dúvida se aquilo foi verdade ou foi um sonho. Foi uma felicidade que não costumo sentir mais.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Oh my god!
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Tulipa Ruiz (que nome doce... nome de flor)- Só Sei Dançar Com Você
Você me chamou pra dançar aquele dia
Mas eu nunca sei rodar
Cada vez que eu girava parecia
Que a minha perna sucumbia de agonia
Em cada passo que eu dava nessa dança
Ia perdendo a esperança
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava você dizia pra eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo
Mas eu nunca sei rodar
Cada vez que eu girava parecia
Que a minha perna sucumbia de agonia
Em cada passo que eu dava nessa dança
Ia perdendo a esperança
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava você dizia pra eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo
Só sei dançar com você e isso é o que o amor faz
Só sei dançar com você e isso é o que o amor faz
Só sei dançar com você e isso é o que o amor faz
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Tulipa Ruiz
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Cena Contemporânea 2010
O Cena Contemporânea está chegando!!! Mais de 30 espetáculos, de 24 de agosto a 5 de setembro, em todos os principais teatro do DF. Encenações da Espanha, Itália, Israel, Suíça, Cuba, Chile, Colômbia, Brasil, Brasília... Teatro na veia!! Que delícia......
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Primeiros passos
Quando eu era pequena ter cabelos vermelhos fazia com que eu me sentisse diferente. Aos treze as primeiras perguntas começaram a surgir. Mentira. Muito cedo elas já me perturbavam. Nesse tempo eu já sabia que as coisas não eram tão fáceis como eu imaginava. Mas não demorou muito tempo para que eu me convencesse que a vida era bem mais complicada... Meu verdadeiro temor era me sentir sozinha. Hoje em caro a solidão como uma amiga necessária. Aos 15 conquistei meu primeiro namorado. Ele achava minhas sardas irresistíveis e foi o que despertou meu amor por ele. Ele era diferente. Curioso. Só me interesso por alguém ou por algo se for diferente. Sou muito curiosa. Mas com o tempo as diferenças se tornaram um puro charme.
Raquel Zimmermann by David Sims – Vogue Paris junho 2010
Raquel Zimmermann com todo seu inner side
masculino andrógino (adora essa androgenia).
Em clima completamente rockabilly, recheado de muito couro,
tachas, cabelos e makes incríveis. Eu usaria!!!
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SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS
A vida são uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6.° feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem- um dia- uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6.° feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem- um dia- uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Salt
Vou dormir com cheiro do seu perfume em minhas mãos... com a lembrança do seu choro sincero... vou deitar na cama e pensar mais um pouquinho em você antes de dormir... cheirar mais uma vez minhas mãos e descansar... dizer pra mim mesma o quanto fui burra de não beijá-la... ou como diria um sábio poeta: de tempo ao tempo o que te ver de ser será...
Óbvio
"O óbvio, Lóri, é a verdade mais difícil de se enxergar."
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