"Quem me dera encontrar o verso puro, O verso altivo e forte, estranho e duro, Que dissesse a chorar isto que sinto!"
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Marina, que seja doceeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
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Teatro do Concreto
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Carta 4
24 de agosto de 2010
Meu caro,
Senti uma saudade imensa de você. Peço desculpas por ter sumido e nunca mais ter aparecido. Sou uma idiota, eu sei. Você ainda me ama?
Esta noite sonhei com você, mais precisamente com suas lindas mãos. Aconteceu algo de diferente com elas? Lembro muito bem como suas mãos são precisas, desde um coçar de cabelos a uma música dedilhada no violão. E como vai o velho Chico de duas cordas? Concertou ele? Se não, você é um cretino como eu, que deixa as coisas passar.
Tenho pensado muito em te ver. Talvez na próxima estação que se aproxima, mas não vou prometer nada. Não quero criar mais uma expectativa em nossas vidas. Tantas expectativas não fazem bem...
E agora, meu caro?... Preciso de você como necessito de um copo d’água. Te amo como um copo cheio de água transparente... À distância ás vezes faz bem, mas em excesso me tira do serio. Desculpa minha fala esquizofrênica e desajeitada, é que não sei ser tão precisa com as palavras.
Eu sei que quando você sente muita saudade de mim pega o primeiro avião pra me ver, mas eu sou preguiçosa e irresponsável de mais pra assumir certos sentimentos. Sou dura como uma pedra, e não me orgulho disso.
Você me ama ainda? Um pouco que seja... eu te amo até os cotovelos secos, a calça rasgada, o dedo encravado, o cabelo desgrenhado, o calor das suas mãos... amo até o velho Chico desafinado.
Comprei uma sanfona como tinha prometido. Ela é linda, parece ser uma extensão sua. Juro. É, sua cara. Não é nova, mas tem seu charme. E foi isso que me atraiu em vocês, o charme e o mistério. Não sei explicar isso, apenas sinto. Passo tanto tempo com ela que estou com medo de não te dar ela. Vai ficar com raiva de mim se isso acontecer? Ela me lembra tanto você.
Meu caro, é isso. Sou uma cretina por demorar dar-te noticias. Sou feliz por te ter. Sou uma mulher que deseja sua felicidade acima de tudo, então, não vou ficar brava se você tiver com outras Maria’s. Mas não se apaixone por elas. Brincadeira. Não me esqueça pela distância que nos separa. Distância que sou eu. Não sei por que você me ama. Isso é bobagem. Espero que esteja tudo bem com você e com Chico. Não falei nada de mim desta vez, porque não quero te irritar com minhas maluquices. Estou bem, é tudo. Meu caro, estarei ai perto de você em breve sem prometer nada, espero que entenda a minha inquietude. Não consigo pertencer por muito tempo a um mesmo lugar... É, isso. Quando ler essa carta sinta como seu eu tivesse do seu lado te tocando.
Beijos, abraços, toques, cheiros, gostos...
DieuLeVeut
Thiago Pethit - Mapa-Múndi
Na mesma inconstância das dúvidas.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Cada dia me irrito mais comigo mesma.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Espanca
Florbela Espanca
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Apropriações
Aí que andam falando que tenho andado quieto - mais do que normalmente já sou. O que não é uma grande mentira, visto que de fato não tenho tido muita vontade de contar histórias, causos ou besteiras, mas que também não é uma verdade completa, visto que minha quietude nunca foi desinteressada, depressiva ou blasé. Os que me conhecem sabem que minha quietude presta atenção, ouve, ri, percebe, responde, procura entender. Minha quietude é curiosa, interessada, atenta. Minha quietude até fala de vez em quando (!)
Tem gente que não gosta, que fica aflita quando emito poucas palavras; tem gente que se solta mais, se abre; tem gente que não entende que preciso de tempo pra criar intimidade; tem gente que acha que estou com algum problema; tem gente que relaxa; tem gente que acha que é tristeza; tem gente que acha que é só mistério; tem gente que acha que não me entroso; tem gente que não acha nada.
O que acontece é que tenho sentido uma certa necessidade de ficar calado. Como se qualquer palavra fosse pouco pra descrever aquilo tudo que passa por aqui; como se cada verso que deixo de dizer e passo a ouvir fosse essencial para aprender mais sobre a vida e suficiente para entender um pouco mais sobre os outros e sobre mim mesmo.
E é aí que te pergunto: o que fazer se essa vida me deixa assim?
O meu mundo não é como o dos outros,
quero demais, exijo demais;
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que eu
nem mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessoa;
sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa, violenta,
atormentada, uma alma que não se
sente bem onde está, que tem saudade…
sei lá de quê.
eu digo agora: tu me entendes?
quero demais, exijo demais;
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que eu
nem mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessoa;
sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa, violenta,
atormentada, uma alma que não se
sente bem onde está, que tem saudade…
sei lá de quê.
eu digo agora: tu me entendes?
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Lua
sábado, 21 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Encontros - Cena Contemporânea
CENACONTEMPORÂNEA2010
Festival Internacional de Teatro de Brasília
ENCONTROS
Os encontros são abertos ao público e dispensam inscrição prévia.
O ATOR NO SÉCULO XX – A Técnica como Necessidade Estética (Espanha)
28/8 às 10horas
Local: Auditório 2 do Museu da República (Complexo Cultural da República)
com Borja Ruiz - Grupo Kábia e mediação de Carlos Gil - Revista ArtezA conferência de Borja Ruiz é uma conversa audiovisual derivada do livro "A arte do ator no século XX", publicado pelo mesmo autor no Artezblai Editorial. Apoiado por imagens e vídeos, Ruiz analisa algumas técnicas de treinamento do ator, mais importantes do século XX desde Stanislavski até Anne Bogart. Enfatizando que qualquer técnica de atuação tem sido principalmente um meio para definir uma ética e uma estética a linguagem teatral.
Grupo Las 4 Esquinas (Espanha)
1/9 - às 15 horas
Local: Auditório 2 do Museu da República (Complexo Cultural da República)
Os atores do espetáculo El Jardim del Mundo, Maite Vallecillo, Francisco Blanco e Esteban García e a diretora Meme Tabares num bate-papo sobre o trabalho de composição e pesquisa do grupo Las 4 Esquinas.
A Importância do Direito Autoral para o Teatro
2/9 - às 15 horas
Local: Auditório 2 do Museu da República (Complexo Cultural da República)
Encontro com Guilherme Amaral, representante da ABRAMUS – Teatro & Dança que é o departamento da Associação Brasileira de Música e Artes. O objetivo do encontro é estabelecer um contato com artistas e autores do meio teatral para esclarecer dúvidas acerca dos direitos de autor, licenciamento e cadastro de obras além da explanação sobre o funcionamento da lei 9610/98 e tirar dúvidas sobre o processo de liberação de obras dramático-musicais para projetos de teatro e dança.
Território de Risco em Debate (DF)
3/9 - às 14 horas
Local: Auditório 2 do Museu da República (Complexo Cultural da República)
Encontro com os grupos Cia B de Teatro, Teatro de Açúcar, Teatro do Concreto, Sutil e SAI para discussão sobre os processos artísticos desenvolvidos na criação dos trabalhos apresentados no projeto 50 em 5. Entre as questões a serem discutidas, estão: Que visão de Brasília cada grupo evidenciou? Como avalia a relação da obra em processo com o público? Como foi pensada a relação com o espaço? Como se concretizou o diálogo entre teatro e outras linguagens na pesquisa do grupo? O que a partipação no Território de Risco apontou de novo para a continuidade dos trabalhos?
Palestra Panorâmica sobre a Organização Política do Teatro Cearense
3/9 - às 14 horas
Local: Auditório 2 do Museu da república (Complexo Cultural da República)
Com o diretor de teatro Thiago Arrais, formado pela UFRJ e mestre pela USP, que trabalhou com diretores como Zé Celso, Aderbal Freire-Filho, Antônio Abujamra, entre outros. Atualmente reside em Fortaleza onde atua no Movimento Todo Teatro é Político - Pró- Cooperativa Cearense de Teatro.
Palavra no tempo: Viagem à Laguna Negra. História e Lenda.
3/9 - às 18h30
Local: Auditório da Biblioteca Nacional (Complexo Cultural da República)
O ator espanhol Abel Vitón fala sobre o processo de trabalho de dramaturgia à partir da obra do poeta Antonio Machado, destacando os poemas escolhidos para a criação do espetáculo As Terras de Alvargonzález.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Feliz por um triz
Sou feliz por um triz
Por um triz sou feliz
Mal escapo à fome
Mal escapo aos tiros
Mal escapo aos homens
Mal escapo ao vírus
Passam raspando
Tirando até meu verniz
O fato é que eu me viro mais que picolé
Em boca de banguelo
Por pouco, mas eu sempre tiro o dedo - é
Na hora da porrada do martelo
E sempre fica tudo azul, mesmo depois
E sempre fica tudo azul, mesmo depois
Do medo me deixar verde-amarelo
Liga-se a luz do abajur lilás
Mesmo que por um fio de cabelo
Sou feliz por um triz
Por um triz sou feliz
Eu já me acostumei com a chaminé bem quente
Do Expresso do Ocidente
Seguro que eu me safo até muito bem
Andando pendurado nesse trem
As luzes da cidade-mocidade vão
Guiando por aí meu coração
Chama-se o Aladim da lâmpada neon
Chama-se o Aladim da lâmpada neon
E de repente fica tudo bom
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Quero um
Nunca acreditei em príncipe encantado. Nem em princesa. Acredito em homem encantado. Acredito em homem encantador. Aquele que pega em sua mão e te guia com a segurança que nem seu pai foi capaz de te dar um dia. Aquele que acha você linda, mesmo com a calça de moletom e sem maquiagem. Aquele que não se esforça pra te agradar, ele te agrada naturalmente. Aquele que te proporciona o silêncio da paz e não o silêncio incômodo, que criticou Quintana. Aquele que não repara no cabelo, na sobrancelha. Aquele que repara na unha, porque beija suas mãos, aquele que repara nos cílios porque beija seus olhos. Aquele que te abraça inteira, te prende com um olhar. Aquele que faz você amá-lo até os dentes, mesmo sendo diferente do seu projeto de príncipe encantado. Aquele que te liga só pra dizer que te ama. Aquele que te permite ficar só, ficar com seu amigos, pra poder sentir sua falta e que vem pra você correndo só pra matar a saudade. Aquele que decora seu cheiro, as formas do teu rosto. Aquele que ocupa teu lado esquerdo, do lado de fora e do lado de dentro. Aquele que te encantou, que te fez encantadora.
Este sim é o príncipe que toda mulher deve querer. Claro, um exemplar deste homem não se encontra em qualquer esquina. Mas derrepente você pode encontrar na fila do pão, na fila do cinema. Naquele show que você foi praticamente obrigada. Na cadeira ao lado, na faculdade. Na mesa ao lado, no trabalho. Mas para reconhecê-lo é preciso estar bem atenta ele estará disfarçado de : o-homem-que-definitivamente-não-combina-com-você. Também é preciso ser paciente porque é aos poucos que ele vai revelando seu encanto. Porque também é aos poucos que você vai se despindo da sua fantasia de mulher-perfeita-que-nunca-daria-moral-pra-ele, e vai revelando a sua real personalidade: a-mulher-perfeita-pra-ele. Cuidado, pode ser na próxima esquina que vocês se encontrem. Ou talvez ele já esteja disfarçado de seu melhor amigo.
Luana Gabriela
08/2010
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