domingo, 26 de maio de 2013

cuidado, ela é capricorniana.




sem título


ainda mais patética, ainda mais sem sol. ainda sim, sem amor.
o sol chegou na porta do meu prédio e não me gritou, não chamou meu nome, não entrou em minha casa. esta noite, devo lhe dizer, inutilmente às sete e quarenta e sete o sol está em meu quarto. enquanto eu, ouço uma música triste na sala. inutilmente e por parecer ainda mais patética ouço burburinhos vindo do meu quarto. são sete e quarenta e oito da noite, passou um mundo dentro de mim. o amor é inútil. e por ser assim como eu, ainda sim prefiro ser inutilmente consumida, amassada pelo amor, ou seria pela vida?  
"os elementos das pessoas também dizem muito para a gente, não só para elas.
tenho relações verdadeiramente elementais com as pessoas.
se é terra, endureço pois também sou. os de água me deixam molinha e passeativa. os de ar eu dou uma viajada, prô bem e prô mal. os de fogo, meus não favoritos, mas sim, grandes amigos, meu irmão bernardo, por exemplo; mas os de fogo me queimam mesmo, talvez por isso não sejam meus prediletos. me machucam, mas ainda bem que me machucam pois aprendo um bocado nesse momento.
ontem uma pessoa que não gosto me abraçou, por mais que eu seja protegida (pelos animais - lembrar de contar essa história aqui), pelo meu pai, pelo espiritismo, pela astrologia, pelo meu travesseiro, mas mesmo assim, mesmo assim. uma mulher que não gosto, e nenhum amigo gosta, me abraçou ontem. elementos confusos os dela. saco elementos na hora, mas ela confusa. ela invertida. ela contrária.
estou negando uma parte do meu mapa astral, ou então estou sublimando lindamente. jamais serei gênio. no máximo herói. canina. coringa."

letrúcia de capricórnio 

sábado, 25 de maio de 2013


tenho me sentido tão patética, tão irreversível do que já sou e posso sentir. e não é isso que somos? um poço de nada que cria mundos visíveis e invisíveis? e em falar sobre o invisível, tem uma mão pesada sobre minhas costas nesse exato momento. ela aperta meus músculos.
o tempo é e existe. eu sou e inexisto. inexisto quando compreendo sobre o fio fino que sou. um grão perdido no abismo da vida. em falar em abismo, me sinto um abismo denso. peso mais que um grito para dentro. meus dentros não são mais dentros que os dentros dos outros. somos todos farinha do mesmo saco no fim. somos todos matéria nada, átomos que nunca se completam. eu nunca entendi. se somos átomos que não se tocam dentro da gente, porque temos a mesma forma, os mesmo rosto patético? acho esse pensamento sem pé e nem cabeça, mas necessito falar sobre nadas.