sexta-feira, 16 de agosto de 2013
o tempo não é efêmero
ele sempre está de passagem.
the artist is present - marina abramovic.
Marcadores:
amor,
arte,
corpo,
dor,
marina abramovic,
performance
terça-feira, 13 de agosto de 2013
o silêncio da cidade, via L2.
domingo, 11 de agosto de 2013
aquela pausa que é um respiro no momento de uma compreensão.
é o que sou agora, uma pausa acompanhada de um aperto no peito por saber um
pouco de tudo que me aproxima do nada. e por me aproximar desse tudo que é nada
que me aproximo um pouco mais de mim, quem sabe de deus. será? deus é um mistério
que habita dentro da gente. eu queria ter a acalmaria pra entender essas pausas
diárias que me chega em silêncio. queria não ter uma insegurança do tamanho do
céu que me cobre. mas se é assim que caminho sobre essa terra seca coberta de
flores, me trabalho ou me vendo na primeira curva. uma pausa controlada agora
cairia bem agora, quando o coração acelera de uma maneira descontrolada. da um
medo perto dele – o coração –, é um sopro da vida. às vezes eu sinto que vou
desaparecer. aqui eu paro, pois o fluxo que me motivava se esvaiu dos meus
pensamentos, e ponta dos meus dedos afundam de outra maneira diferente nessa máquina
que afasta cada vez mais do outro. e por fim, pareço continuar seguindo um
fluxo que apareceu no instante. esse vômitos de instante segredo que desenha
uma vida na minha frente. desenha uma memória. que vem em forma de céu azul
numa despida que tive ao ver o rafa partir. uma memória e um grito meu de longe
perguntando se ele tinha visto o céu um pouco antes de nos encontrar. ele apontou
para o céu e perguntou se era aquele. eu respondi que sim e parti, errando
novamente a parada de ônibus. agora sim posso parar, agora a fluidez quer um
fim para dormir na calmaria de uma verdade que não é verdade até a próxima
desconjutura dos ossos.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
tudo
e tanto. tudo e nada. nada e tudo. nada. tudo é nada?
nem
que eu atine todos os pensamentos profundos, eu terei essa resposta.
não
consigo expressar em palavras, mas eu sinto aqui perto do peito um tanto tudo
que não tem limite. e se alguém encostar o ouvido no meu peito, será?
eu
tenho medo. medo de que um dia meu coração exploda de vez, ele anda acelerado
de uns tempo pra cá, vire mexe suplica o que não tem medida.
nada.
Marcadores:
Benjamin Biolay,
corpo,
Mayra Andrade,
nada,
O que será,
sentires,
Tu verras,
tudo tanto
domingo, 4 de agosto de 2013
Marcadores:
drama,
performance,
vídeo
rebeca del rio
Marcadores:
desconstrução,
drama,
fotos,
performance
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
é saudade e é um tanto de outras coisas
preguiça que eu tive de vim, mas eu vi mesmo assim, que é
pra trabalhar os padrões. escrevo que é pra lembrar de um instante (in)certo
com uma possível incerteza, no próximo instante devir a vim, a mim.
eu sinto saudade e amor na mesma proporção esquecimento, e
um belo dia ele virará saudade de ilha. é tudo tanto nesses últimos dias de
partida que sinto que vou engolir cada centímetro da minha carne em direção ao
nada.
escrevo que é pra lembrar daqui uns dez anos de tudo isso
que se chama partida, um desapego, um volte logo assim se o acaso quiser
retroceder.
escrevo porque é assim que eu me sinto agora, um pouco mais
cansada e acreditando na sorte-amor. é esperança, salve!
acho que é isso, e se não for isso, prefiro que seja, se
assim for o melhor.
acabei de deitar na cama dela, e sentir o cheirinho forte
dela. é por isso que estou aqui, relembrando um tempo que partiu pro tempo. é a
vida que não depende de mim, e que depende de todos nós.
os céus que me cobrem como num silêncio ao contrário, eu
vou dar um tempo até o próximo despreparo querendo a paz em mim. a calmaria de
que agora seja mais leve cada despreparo bebido de instante.
e que bom que não, apaguei umas três vezes o que eu ia
escrever agora. simples assim com muito desespero. e olha que tudo isso era
para falar da saudade cheia de memória, e eu não me presto mesmo, queria ter a
acalma sem rancor... é o que eu sou, ou me trabalho, ou me afogo de vez.
ainda bem que comecei logo cedo a escrever sobre esses últimos
momentos com sua partida, cada pedacinho do dia foi um momento para lembrar a
sua presença pela casa, nas pessoas, na cidade, em mim, no vento, sobretudo no
vento. vento combina com suas altitudes.
lembrei sobre a necessidade de me lembrar todos os dias que
não estou mais sozinha, estamos juntos na cidade segurando a mão do outro nessa
solidão de mãos dadas que somos. lembro agora daquele rapaz maravilhoso que
entorpece com sua presença, e que sempre estamos apaixonadas por ele. ele se
chama amor, é o mais próximo que consegui chegar nesse momento para não defini-lo
com precisão.
peguei um copo d’água pra ajudar no trible do sono e do tédio
de tudo isso, eu acho que entendo e não entendo o próximo tempo, um atrás do
outro.
é tudo tempo, não tem jeito não.
Marcadores:
a pequena odisseia do tédio,
amor,
Camila Lua Oliveira,
ela,
Lua,
saudade,
tédio,
tempo
quarta-feira, 31 de julho de 2013
mais um lamento da imperatriz
Marcadores:
experimentação,
o lamento da imperatriz,
Pina Baush,
projeção,
vídeo
domingo, 28 de julho de 2013
talvez, também, sobre a falta.
A realidade
já não lhe cabe,
limita, sufoca, pinica,
como quando se veste
roupas demais num dia
que acaba nem tão frio.
Não lhe sobra tempo ou
ânimo, coragem, vontade,
algo que ajude a romper a
rotina doente que impede
qualquer acontecimento
perto do extraordinário.
Assim permanece,
sonhando,
esperando
pelo impossível,
pelo improvável,
enquanto nada muda,
nada tenta, nada move,
somente acumula cada
vez mais uma tal loucura
que um dia escapa pela
ultrapassada camisa de
força da adequação.
Tudo que lhe sobra
são as palavras, e,
mesmo assim,
mal as usa,
ignora tudo
que possa libertar
o desgosto que faz
tanta força pra esconder.
por larissa caramel
já não lhe cabe,
limita, sufoca, pinica,
como quando se veste
roupas demais num dia
que acaba nem tão frio.
Não lhe sobra tempo ou
ânimo, coragem, vontade,
algo que ajude a romper a
rotina doente que impede
qualquer acontecimento
perto do extraordinário.
Assim permanece,
sonhando,
esperando
pelo impossível,
pelo improvável,
enquanto nada muda,
nada tenta, nada move,
somente acumula cada
vez mais uma tal loucura
que um dia escapa pela
ultrapassada camisa de
força da adequação.
Tudo que lhe sobra
são as palavras, e,
mesmo assim,
mal as usa,
ignora tudo
que possa libertar
o desgosto que faz
tanta força pra esconder.
por larissa caramel
no momento pego essas
palavras
pois me parecem nesse breve
momento
dizer o que sinto.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
tempo de tarde
Marcadores:
amor,
fotos,
instante,
Roberto Dagô,
tempo,
tiago mélo
Assinar:
Postagens (Atom)


