os presentes:
abraçar uma pessoa que nunca abracei;
errar até não poder mais e sofrer menos (será?);
fugir pra ficar sozinha;
reencontrar amigos que te arrastam para o risco;
exercitar a leveza ainda que estranha.
domingo, 29 de setembro de 2013
ela morre em silêncio
por não saber ser.
a outra frase ela esqueceu
por simples descuido
e nenhum discernimento
cabível na razão
que ela não tem.
os desvios
os desvios
os desvios
água, esperança, leveza, amor
amor, quietude, amor
é
sim
agora
ser
estar
serestar
sim
eu
não sei
eu uso
o improviso na
leveza de ser
sem querer
ser
aqui
me cabe
amor.
sábado, 21 de setembro de 2013
sou só, eu e o tempo.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
"raiva. eu sinto raiva comigo mesma. sei lá, tô meio cansada. cansada de mim mesma. agora eu morri. vamos ver se eu renasço de novo. por enquanto estou morta".
terça-feira, 10 de setembro de 2013
tempo bom, tempo ruim
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
tanto céu.
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"Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito..."
Vinicius de Moraes.
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito..."
Vinicius de Moraes.
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quando os rios...
"Os rios que eu encontro
vão seguindo comigo.
Rios são de água pouca,
em que a água sempre está por um fio.
Cortados no verão
que faz secar todos os rios.
Rios todos com nome
e que abraço como a amigos.
Uns com nome de gente,
outros com nome de bicho,
uns com nome de santo,
muitos só com apelido.
Mas todos como a gente
que por aqui tenho visto:
a gente cuja vida
se interrompe quando os rios."
João Cabral de Melo Neto
terça-feira, 3 de setembro de 2013
incerteza pós-moderna
"... a imagem de si mesmo se parte numa coleção de instantâneos, e cada
pessoa deve evocar, transportar e exprimir seu próprio significado, mais frequentemente do que abstrair os instantâneos do outro. em vez de construir sua identidade, gradual e pacientemente, como se constrói uma casa - mediante a adição de tetos, soalhos, aposentos, ou de corredores -, uma série de "novos começos", que se experimentam com formas instantaneamente agrupadas mas facilmente demolidas, pintadas umas sobre as outras; uma identidade de palimpsesto. essa é a identidade que se ajusta ao mundo em que a arte de esquecer é um bem não menos, se não mais, importante do que a arte de memorizar, em que esquecer, mais do que aprender, é a condição de contínua adaptação, em que sempre novas coisas e pessoas entram e saem sem muita ou qualquer finalidade do campo de visão da inalterada câmera da atenção, e em que a própria memória é como uma fita de vídeo, sempre pronta a ser apagada a fim de receber novas imagens, e alardeando uma garantia para toda a vida exclusivamente graças a essa admirável perícia de uma incessante auto-obliteração."
(bauman, 1998, p. 36)
"... a imagem de si mesmo se parte numa coleção de instantâneos, e cada
pessoa deve evocar, transportar e exprimir seu próprio significado, mais frequentemente do que abstrair os instantâneos do outro. em vez de construir sua identidade, gradual e pacientemente, como se constrói uma casa - mediante a adição de tetos, soalhos, aposentos, ou de corredores -, uma série de "novos começos", que se experimentam com formas instantaneamente agrupadas mas facilmente demolidas, pintadas umas sobre as outras; uma identidade de palimpsesto. essa é a identidade que se ajusta ao mundo em que a arte de esquecer é um bem não menos, se não mais, importante do que a arte de memorizar, em que esquecer, mais do que aprender, é a condição de contínua adaptação, em que sempre novas coisas e pessoas entram e saem sem muita ou qualquer finalidade do campo de visão da inalterada câmera da atenção, e em que a própria memória é como uma fita de vídeo, sempre pronta a ser apagada a fim de receber novas imagens, e alardeando uma garantia para toda a vida exclusivamente graças a essa admirável perícia de uma incessante auto-obliteração."
(bauman, 1998, p. 36)
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
venho pensado sobre
as escolhas, sobre as minhas escolhas. e chego no ponto de perceber que minha
vida, são as escolhas que faço desde da hora de escolher ou não acordar. tenho pensado
sobre o peso das escolhas de deixar de fazer uma coisa em prol de outra que me
leva a outros caminhos. há sempre uma perda. e nesse instante o exercício é
deixar leve minhas escolhas, principalmente, aquelas que me levam pra lugares
de afastamento do outro, mas que me leva a outros.
voltando pra casa
depois da aula de fundamentos da psicologia do desenvolvimento e aprendizagem (disciplina
que tá me deixando doida de tantas coisas para pensar e aplicar <3),
encontrei no caminho um menino que praticava violino debaixo de uma árvore. fiquei
observando ele atentamente com meu olhar profundo, até eu tropeçar numa raiz
grande que havia no caminho. ele percebeu e fez um gesto diferente com o rosto.
a minha real vontade naquele momento era parar e ficar ouvindo ele brincar com
o instrumento dele. mas passei e deixei o desejo morrer dentro de mim. pensei
em voltar, muitas vez até não ouvir mais o violino dele. não voltei e me
arrependi dessa escolha.
o exercício que me
proponho deste evento é arriscar-me apesar da insegurança. pensando muito – é o
que eu mais faço - hoje pelo caminho da aula até a copiadora, percebi que sofro
de um complexo de inferioridade complexo, e isso tem determinado minhas
atitudes no últimos meses. percebi que esse estado tava adormecido, pois eu
tinha adquirido uma certa autonomia sobre mim. mas de uns tempos pra cá esse
estado voltou. somado a insegurança (no âmbito social-emocional-político-econômico-biológico...)
com o complexo de inferioridade meus dias tem se tornado terríveis dentro de
mim. a minha vontade nos últimos dias é pular no abismo de vez sem sentido
nenhum, finalmente rumo ao nada.
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domingo, 1 de setembro de 2013
uma mesa bem grande distanciam quatro crianças
duas dela estão nas extremidades desse mesa
e começam a gritar uma pra outra as coisas que nos afligem até a morte
a menina grita: não adianta, por mais que eu tente, eu não consigo afastar a solidão...
duas dela estão nas extremidades desse mesa
e começam a gritar uma pra outra as coisas que nos afligem até a morte
a menina grita: não adianta, por mais que eu tente, eu não consigo afastar a solidão...
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