quinta-feira, 12 de junho de 2014
do respiro do silêncio que amanhece
sábado, 7 de junho de 2014
"El amor nos aísla. Que oscuridad.
No sé si nací para compartirme,
o me comparto para aislarme.
Nada ni nadie ordena ni delimita mis pasos. Puedo andar días sin cansancio ni rumbo. Lo hago; no encuentro motivo para detenerme. Me gustaría tenerlo, sin embargo. Nadie lleva mi mano ni me abraza ni me añora ni me exige estar. Me gustaría tanto. El amor y el asco más irracional a quien lo hiciera. Asco, odio y miedo en un grito oscuro: te encontré. Un alivio mudo. Pero no, no, no lo vemos. La lucidez es momentánea y pasajera. ¿Entiendes? Vuelve la ceguera. Lárgate, te encontré porque no encuentro nunca; sólo espero y el deseo hace el resto. Esta farsa ha sido preciosa, sí. Pero nada. Aunque confío en tus pies tras mi sombra. Esto no está bien. Suerte que ya has huido. Hoy te echo de menos.
Ay, esta libertad puta y maravillosa."
silvia grav
voltou pra casa se dando socos no rosto e o vizinho do prédio ao lado vestido de franciscano achou um tanto estranho a cena patética.
terça-feira, 3 de junho de 2014
entendimento
"todas as visitações que tive na vida, elas vieram, sentaram-se e não disseram nada."
"as aparências enganam. minha aparência me engana."
"as aparências enganam. minha aparência me engana."
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vida
segunda-feira, 12 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
lua
as duas da madruga
ela ao longe, mas muito perto,
dança.
ela ao longe, mas muito perto,
dança.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
tem um segredo dentro da gente
que revela quem a gente pensa
quando o pensamento voa.
que revela quem a gente pensa
quando o pensamento voa.
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rodrigo amarante
sexta-feira, 18 de abril de 2014
"não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
e por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim."
c.m.
também é ser, deixar de ser assim.
rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
e por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim."
c.m.
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uma mulher caminha pela cidade. uma mulher no seu cotidiano
de expurgar a dor caminha pela cidade sem destino. caminha com brasília de mãos dadas. caminha sem saber pra
onde, nem como e nem quando irá parar. observa o tempo no balançar do parquinho
na 402 norte. o tempo foi deixando de existir e o silêncio manso ocupou o vazio
do corpo da mulher. uma mulher se perde no meio da noite. e por se perder vai
se lembrando da folha que cai.
sábado, 5 de abril de 2014
foi que chegou
se debruçou
no minuto que não viria mais
e repousou os olhos num inquieto ponteiro
que ignorou aquele sonho
que se perdeu na tal promessa
de um novo dia
tempo, tempo, tempo, tempo.
no minuto que não viria mais
e repousou os olhos num inquieto ponteiro
que ignorou aquele sonho
que se perdeu na tal promessa
de um novo dia
tempo, tempo, tempo, tempo.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
ela pintava a unha de roxo enquanto chorava. enquanto chorava
tentava não misturar o esmalte com choro que lhe caía do rosto. tentava não
misturar a lágrima do rosto com a pintura do esmalte fresco, que tanto pintava.
terça-feira, 1 de abril de 2014
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