domingo, 19 de novembro de 2017

com alardes e sacolas voando


voltei. espiei. e tomei conta de mim. de mim para mim. tão eu.é bom estar em casa. sentir o cheiro do café quente. o beijo quente da mulher que dança os dias comigo. esses tempos já me sou outras eus. bem eu, mas não mais eu. 

domingo, 15 de janeiro de 2017

silêncio

“A mente silenciosa é como água mansa e cristalina. Ao identificar-se com os pensamentos, a mente se agita, e imediatamente torna-se turva e barulhenta. Ao deixar-se levar pelos pensamentos, você se esquece que é o oceano e passa a acreditar ser uma onda. A onda é passageira. Ela é o produto de uma história criada a partir da identificação com um pensamento. Um único pensamento é capaz de criar um mundo inteiro. O silêncio, porém, só é possível quando esse mundo ilusório deixa de existir.”


Sri Prem Baba

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

mergulho profundo compartilhado



Hoje é um dia que o planeta mergulha no mar

e o mar se revolta em energia e alegria.
Marcia Regina emerge como uma baleia jubarte
em dia de nascimento, de renascimento.
Mulher-homem-bicho-natureza.
Você é mais forte do que diz.
E mais doce do que se vê.
Mais bonita do que se mostra.
Porque é sereia modesta, escondida, timidez sensual.
Mas sua beleza é escancarada,
seu cheio é de ninfa, de elfa, de fada.
Você é tudo que eu podia sonhar pra mim.
Você tem tudo que eu podia querer comigo.
Você é o amor que eu sempre busquei.
Que todos nós pedimos e nasceu.
Temos uma dança juntos.
Temos uma Produtora juntos.
Temos alter-egos juntos.
Temos um filme juntos.
Tanta alegria junta.
Feliz. Felizes estamos, eu e todas as baleias.
porque você dança nesse mundo. 
e eu tenho a honra de poder dançar contigo.
Parabéns, Marshall.
Eu te amo.




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se essa vida é uma invenção escolho imaginar ela contigo, escolho mergulhar num oceano profundo e me embrenhar por mares antes nunca navegados do seu lado. fecho os olhos e dou aquele salto que ultrapassa a superfície do mar de alegria por ser sua parça, solto aquele jato de água que sai de mim em você, pra te banhar e te brincar soltos no mar. obrigada por caminhar nessa vida comigo, por acreditar na minha demência, por compartilhar nada e tudos, te amo como quem acredita que é baleia, é bicho, e tudo que inventar querer ser!

encantamento de baleias



Eu te descubro todo dia. Todo dia maior, melhor, mais funda. Todo dia vejo suas longas asas mais largas, com novas penas e cores. Vejo seus seus muros se transformando em pontes, em grandes galpões onde na madrugada soa um forró de pé no chão, onde é permitido sonhar com um mundo melhor. Debaixo dos teus olhos um mundo melhor consegue enfim ser visto. Nos abacateiros q germinaram no solo rico das suas dores, nas baleias q se desprenderam do pé e se rebentaram no chão cantando novas alegrias. Você é sempre o grande carnaval silencioso, as estradas q ngm mais anda e de onde vc retorna com maravilhas marcadas nas textura da íris. Ser olhado por vc será sempre ser olhado por todas as maravilhas guardadas no seu coração. N há maior raridade q a sua capacidade de ser. Nesse mundo de desfoques, seu movimento em direção ao núcleo do sol, ao olho do furacão, ao subsolo do oceano, ainda é o mais preciso. É precioso. Te acompanho precariamente, tomado pela vertigem desse seu movimento, arrebatado pela sorte dos q tem tempo para refrescar a alma na sua integridade, no seu mistério sem fim. Onde não dá pé, dá sempre a mão, o aconchego das levezas luminosas, o conforto das profundezas renegadas. 

O monstro q mora em mim saúda o monstro q mora em vc. Eles se enroscam, se unham e mordem, se beijam e se dançam, misturam os pelos um pelo outro. Eles são lindos juntos. Nossa melhor parte e a q nos juntou irremediavelmente.
Merecer sua amizade é merecer ainda desejar ser um ser humano melhor, seja lá qual o significado disso. Obrigado por me julgar merecedor. Obrigado pelo carnaval e pelo silêncio. Rumo ao horizonte largo e ao canto das baleias. Feliz dia, meu amor.



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tô aqui lavando a alma em lagrimas de alegria, aquela alegria que chega com sua presença tão funda que encontra a minha alma nesse mundo tão do esquisito. tua presença deixa a vida com cores de roberto, cores intensas e vivas. vontade sempre de intensidade e encantamentos. obrigada amigo por sua existência nessa vida e pela oportunidade única, gentil e suave de poder fazer parte da sua vida. meu monstro celebra esse encontro intenso que é caminhar na vida com você. que possamos ainda dançar e se enroscar sempre como duas crianças inventivas, com o corpo e alma criativa e resistente, resilientes, desejosos de querer deixar a vida um pouco mais alegre e possível de pisar na terra firme, de mergulhar o corpo inteiro sem medo da queda quase sempre inevitável no abismo da vida. eu te amo e de desejo que possas dançar com vida! obrigada por tudo que é, tem e existe!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

primeiro encontro

atravessando esse tempo de avalanches onde cada passo é um lampejo e um relampo no corpo. daqueles que o corpo já bambo quase cai, quase desaba, quase quebra. eu preciso me perguntar o que estou procurando entender. daí inicio. não tem como saber do passo seguinte, pois também procuro entender o ciclo da borboleta. disseram que escrever é um passo pra estar mais próximo de si, de olhar pra si e ver o semblante transparente, poroso, venoso, cardíaco e sombroso. o que me trás até aqui é o assombro que caminha de mãos dadas comigo. vejo o corpo igual e feito da mesma matéria humana a deriva a navegar num mar ás vezes calma e outros revolto. quando revolto o cachorro que habita em mim pede colo e eu dou. faço carinho até a tremedeira do corpo se acalmar com o novo respiro nos pulmões. e eu repito internamente: vai ficar tudo bem. são só tiros. jogos de artificio. fiquei sabendo que tem um pais desses de primeiro mundo que fogos de artifício são feitos sem barulho para que os cachorros não tenham medo. acho muito pertinente ao coração dos cachorros. nesse exato momento tem uma cadela tremendo em minhas pernas. eu passo a mão em seus medos na tentativa de acalma-lá. isso me faz lembrar das minhas noites de medo e paralisia do corpo. quando algo metafisico me toma pelo invisível e me faz física toda de medo. por minutos transformados em horas sou tomada pelo peso do medo, até que aos poucos o medo que chegou sem avisar parta me deixando cansada derramada na cama e com o coração saindo pela boca seca. dai o batimentos vão ficando cada vez mais naturais, lentos e calmos.  ás vezes volto a dormir. outras demoro na cama vasculhando cada território que a cama pode me oferecer até que não se tenha chão para pisar. nessas horas prefiro já ter pego no sono.
outro paragrafo. e eu achando que iria começar pela borboleta nova que entrou pelo meu quarto ontem novamente. ano passado foi a mesma borboleta que estava de passagem. talvez seja ela a reencarnação da anterior. fiz umas pesquisas e descobri que se trata de uma mariposa que assim como as borboletas representam mudanças e a morte para o risco. o novo. uma amiga me perguntou qual era meu animal de poder e não soube responder. daí descobri que o animal de poder é que te escolhe. pela recorrência dos fatos e das mortes a mariposa me escolheu. a cada fim de ano e isso não é conto de fadas uma mariposa preta entra na minha casa. ela sedenta por luz morre de paixão para que o novo corpo renasça. daí começo a entender das mortes que passo a cada ciclo de avalanches. a mariposa que entrou pela minha janela e passou a noite comigo me trouxe a morte. hoje sou outra.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

a nova



todo mudança trás uma borboleta para minha casa. ano passado ela veio por debaixo da cama e vôo pela janela abrindo um choro feliz em mim. esse ano ela entrou pela janela e tá de passagem pela minha casa. esse ano resolveu habitar o telhado do quarto. não sei por quanto tempo ela vai ficar por aqui, mas espero que goste da estádia que meu coração tem a compartilhar.

domingo, 29 de novembro de 2015

Não quis cumprir o que tinha estabelecido pra si mesma. Então, levada pelo toque sutil do amor se deixou levar pelo dia de chuva, cama e arrepios de pele. Deixou-se pegar em chamas como um tambor que bate no peito e aquece o coração. Passou o dia inteiro nos braços do seu mais novo amor. Aquele amor que demorou uma vida inteira para acontecer e quando menos imaginou lá estava ela abrindo a porta de casa sem pedir permissão para entrar. Assim, ela entrou na vida da menina que se escondia do mundo debaixo da cama. Desde que ela entrou na casa, o amor, a menina resolveu descosturar cada ponto de linha do corpo. Desde então, ela parou de fugir das avalanches da vida, sobretudo, do amor. Hoje, ela acordou com um pouco mais sem controle das coisas. As coisas... A vida... Dormiu e acordou nos braços de um amor que a cada dia lhe ensina que é preciso ter coragem para caminhar nesse mundo de mudanças. Hoje, elas olhando uma para outra, olhando para o semblante e para o mistério uma da outra, deixaram-se que as lágrimas corresse no mesmo rio, um rio sem margem. Chorou-se tanto que a casa não era mais feita de concreto e de cinzas, mas de água vindo de seus corpos. Quando a lágrima uma da outra caiu sobre seus olhos nada mais precisou ser dito.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

meu corpo é dança

voemos!


"Vivemos entremeados de recomeços. Mudamos de casa, de emprego, de cidade. Tem quem muda os amigos, o amor, os conceitos. Fazemos novas escolhas para juntar os pedaços, ou ajustar os ponteiros. Para respirar o ar menos poluído da hora do ‘rush’, e, também, mais leve de rancores. Há aqueles que mudam por necessidade, e, outros, por simples vontade.
Muitas vezes, mudamos do jeito que dá, e encaramos a nova morada ainda vazia. Faltam sofá, mesa e louça limpa. Faltam também certezas, mas levamos a coragem que carregamos no peito. Porque partimos em busca da felicidade.
No início, nos perdemos um pouco. É normal. Nem sempre a nova estrada é bem iluminada. Mas, mesmo ser saber direito como é o chão em que pisamos, sem pensar demais naquilo que nos impulsiona, seguimos em frente. É como retirar um pincel mágico de dentro do bolso e desenhar a luz que nos deslumbra pela vida.
Certa hora, um som de dar arrepios nos fez pensar em voltar atrás. É o barulho estridente da culpa, trazendo o peso carregado do medo de se arrepender. Pensamos nas pessoas que deixamos para trás, e na vida que um dia foi aquilo que sonhamos.
Lembramos que dizer adeus nos corta por dentro, e que as lágrimas nem sempre são suficientes para aliviar a dor. Tem dor que precisa doer até passar sozinha. Até compreendermos que para sermos felizes, infelizmente, algumas vezes decepcionamos alguém. E o contrário também ocorre, tem gente que nos magoa mesmo sem querer. Então, encontramos dentro de nós uma força invencível, e, com nossa gaita invisível, sopramos para longe a melancolia.
Damos risadas nas conversas à toa, ouvimos o barulho dos talheres novos ou velhos, mas diferentes. Sentimos o tique-taque mais calmo, mas atento. O mensageiro do vento nos traz boas novas: não há pressa para ser feliz, só não podemos perder nosso tempo.
Se percebermos que esse projeto não há como ser realizado, faremos novas escolhas. Se alguém que desejamos nos ignora, conheceremos novas pessoas. Nosso lema será não desitir de nós mesmos. Quem desiste, não aprende a sacodir o pó da canseira.
Conscientes de que, na vida, temos poucas certezas, aproveitamos a beleza da descoberta. Desembrulhamos nossas dúvidas e as deixamos livres para voar. Mesmo que a previsão do tempo seja imprevisível, se fará chuva ou sol, não importa. O que interessa é onde estamos, aqui e agora.
Só se acha quem se perde, e não adianta pegar atalhos. A felicidade é uma colcha de retalhos. Passado e futuro. Amor e dor. Alegria e tristeza. Todos se entrelaçam para dar forma e sentido às nossas pegadas. Caminhamos para onde quisermos, e levamos conosco a alma aquecida por essa colcha, dia após dia.
Olhamos para trás para seguirmos em frente. Saudade e esperança caminham juntas. É que já revolvemos nossos vulcões, encontramos algumas raposas e nos despedimos de nossas flores. Agora pegaremos carona com a nova migração de pássaros…
Voemos!"