quando o silêncio chega
meu corpo parece água.
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
debaixo dos seus pés
onde vejo seus fios dançando com a vida
me torno aquele menino desajeitado
dançando com minha sombras.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
quanto a mim, assumo a minha solidão.
"e eis que sinto que em breve nos separaremos. minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. agora sei: sou só. eu e minha liberdade que não sei usar. grande responsabilidade da solidão. quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. quanto a mim, assumo a minha solidão. que às vezes se extasia como diante de fogos de artifício. sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que na solidão pode se tornar dor. e a dor, silêncio. guardo o seu nome em segredo. preciso de segredos para viver."
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domingo, 11 de agosto de 2013
aquela pausa que é um respiro no momento de uma compreensão.
é o que sou agora, uma pausa acompanhada de um aperto no peito por saber um
pouco de tudo que me aproxima do nada. e por me aproximar desse tudo que é nada
que me aproximo um pouco mais de mim, quem sabe de deus. será? deus é um mistério
que habita dentro da gente. eu queria ter a acalmaria pra entender essas pausas
diárias que me chega em silêncio. queria não ter uma insegurança do tamanho do
céu que me cobre. mas se é assim que caminho sobre essa terra seca coberta de
flores, me trabalho ou me vendo na primeira curva. uma pausa controlada agora
cairia bem agora, quando o coração acelera de uma maneira descontrolada. da um
medo perto dele – o coração –, é um sopro da vida. às vezes eu sinto que vou
desaparecer. aqui eu paro, pois o fluxo que me motivava se esvaiu dos meus
pensamentos, e ponta dos meus dedos afundam de outra maneira diferente nessa máquina
que afasta cada vez mais do outro. e por fim, pareço continuar seguindo um
fluxo que apareceu no instante. esse vômitos de instante segredo que desenha
uma vida na minha frente. desenha uma memória. que vem em forma de céu azul
numa despida que tive ao ver o rafa partir. uma memória e um grito meu de longe
perguntando se ele tinha visto o céu um pouco antes de nos encontrar. ele apontou
para o céu e perguntou se era aquele. eu respondi que sim e parti, errando
novamente a parada de ônibus. agora sim posso parar, agora a fluidez quer um
fim para dormir na calmaria de uma verdade que não é verdade até a próxima
desconjutura dos ossos.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
tudo
e tanto. tudo e nada. nada e tudo. nada. tudo é nada?
nem
que eu atine todos os pensamentos profundos, eu terei essa resposta.
não
consigo expressar em palavras, mas eu sinto aqui perto do peito um tanto tudo
que não tem limite. e se alguém encostar o ouvido no meu peito, será?
eu
tenho medo. medo de que um dia meu coração exploda de vez, ele anda acelerado
de uns tempo pra cá, vire mexe suplica o que não tem medida.
nada.
domingo, 28 de julho de 2013
talvez, também, sobre a falta.
A realidade
já não lhe cabe,
limita, sufoca, pinica,
como quando se veste
roupas demais num dia
que acaba nem tão frio.
Não lhe sobra tempo ou
ânimo, coragem, vontade,
algo que ajude a romper a
rotina doente que impede
qualquer acontecimento
perto do extraordinário.
Assim permanece,
sonhando,
esperando
pelo impossível,
pelo improvável,
enquanto nada muda,
nada tenta, nada move,
somente acumula cada
vez mais uma tal loucura
que um dia escapa pela
ultrapassada camisa de
força da adequação.
Tudo que lhe sobra
são as palavras, e,
mesmo assim,
mal as usa,
ignora tudo
que possa libertar
o desgosto que faz
tanta força pra esconder.
por larissa caramel
já não lhe cabe,
limita, sufoca, pinica,
como quando se veste
roupas demais num dia
que acaba nem tão frio.
Não lhe sobra tempo ou
ânimo, coragem, vontade,
algo que ajude a romper a
rotina doente que impede
qualquer acontecimento
perto do extraordinário.
Assim permanece,
sonhando,
esperando
pelo impossível,
pelo improvável,
enquanto nada muda,
nada tenta, nada move,
somente acumula cada
vez mais uma tal loucura
que um dia escapa pela
ultrapassada camisa de
força da adequação.
Tudo que lhe sobra
são as palavras, e,
mesmo assim,
mal as usa,
ignora tudo
que possa libertar
o desgosto que faz
tanta força pra esconder.
por larissa caramel
no momento pego essas
palavras
pois me parecem nesse breve
momento
dizer o que sinto.
domingo, 16 de junho de 2013
na imensidão do nada perdi minha visão tecnológica, agora me
resta minha verdadeira visão embasada, encurtecida de espaço. essa visão que
não ver por detalhes, mas que ver por sensação, memória e cheiro.
a vida gosta de mandar cartas em horinhas de descuidos, de
esquecimentos, de não sei o que será agora e aprecio o tédio. ela, a vida, me
fez semana passada cair de amor, amor que já nasce de saudade, que já nasce
para morrer de saudade. amor que nasce para nunca existir e morrer de tempo em
mim.
o tempo é meu grande amor, ele me presenteia com a experiência e
com a calmaria de que tudo não faz sentido mesmo. e tudo bem, a vida existe,
ela dança e causa saudade, e pior de histórias que nunca vivi.
tenho sentido com mais peso a minha farsa, se isso é e não é, eu
sinto que sou farsante, sinto que ainda não sei ser. sinto que só quando eu me
libertar de mim mesma ou poderei me libertar dos outros. sinto que a qualquer
momento eu vou explodir e finalmente ser.
eu queria ser ser menos pesarosa,menos triste, mais riso do que
seriedade, mais qualquer coisa sem importância do que qualquer outra coisa de
sofrimento, de julgamento contra mim mesma. eu queria ser outra coisa, nesse
momento eu quero isso. amanhã posso não querer, amanhã é outro dia.
sábado, 8 de junho de 2013
meu desespero é me perder dentro de mim
me aprofundar tão intimamente dentro
mais dentro que útero, mais abismo que terra
[que eu não consiga me livrar de mim]
que eu não possa voltar para dizer
apenas para mim mesma sobre o meu sentir
com todas as portas abertas
todas a feridas absortas...
isso de ser atravessada e consumida
por tudo que sou, é de mais para meus sentidos
ontem desagüei um rio mar
tinha textura água dentro de mim
peso de água, gosto de densidade
tudo que minha pele assentava
por um instante tudo era mais profundo
e ao mesmo tempo que era
passava como vento invisível, leve...
era um choro das profundezas
era uma gargalhada desesperadora,
era medo de não voltar mais
era tudo e era nada
mais nada que tudo e passou
hoje eu delicio o vivido.
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sábado, 25 de maio de 2013
tenho me sentido tão patética, tão irreversível do que já
sou e posso sentir. e não é isso que somos? um poço de nada que cria mundos visíveis
e invisíveis? e em falar sobre o invisível, tem uma mão pesada sobre minhas
costas nesse exato momento. ela aperta meus músculos.
o tempo é e existe. eu sou e inexisto. inexisto quando compreendo
sobre o fio fino que sou. um grão perdido no abismo da vida. em falar em
abismo, me sinto um abismo denso. peso mais que um grito para dentro. meus dentros
não são mais dentros que os dentros dos outros. somos todos farinha do mesmo
saco no fim. somos todos matéria nada, átomos que nunca se completam. eu nunca
entendi. se somos átomos que não se tocam dentro da gente, porque temos a mesma
forma, os mesmo rosto patético? acho esse pensamento sem pé e nem cabeça, mas
necessito falar sobre nadas.
domingo, 21 de abril de 2013
eu sei que é coisa da minha cabeça... eu sei que é coisa da
minha cabeça, do contrario minha cabeça não estaria caindo da minha cabeça, e
meus olhos findando em mim. do contrario não seria o amor platônico, e ele
tivesse admitido um amor. do contrario não estaria ouvindo o burburinho dela
por cima do telhado, de certo ela teria me amando uma vez de baixo do bloco ou tivesse
me amado na 508 sul. talvez eu teria morrido ao beijá-lo de bigode de barba e
peito na boca. eu seu tivesse contado não teria escrito teatro. de certo é
coisa da minha cabeça botar tudo em ordem alfabética e acertar o acento da
minha tecla. ouvindo a batida do quarto dela. minha cabeçada teria findado por
estatística, eu gosto de botar padrão nas coisas, mas sonho é tudo que eu
quero. a pobreza, e tudo mundo vai ser feliz. é tudo coisa da minha cabeça, e
estou muito feliz. eu teria amado e não teria nenhum dinheiro. porque essa
coisa de ter paixão... essa coisa de ter um amor, e querer fazer e conseguir
fazer. é coisa da minha cabeça e outras coisas. é tudo em são paulo, riacho profundo
2. vamos tentar fazer algo normal? vozes, tá escuro, tá concreto, é biblioteca do concreto. é aquelas caixinhas
que tem eternamente. os de brasília estarão de fora, enquanto ele abre a porta.
passou rapidamente e falei filosófico, complexo, sistêmico, sem lembrar o dito
e o não entendido. ele passou aqui, eu disse pouco, economizei nas letras a
conta gota. é coisa da minha cabeça e a estagiária está uma merda. dessa vez
foi suave, o rio passou lento e quase não percebi. caramba, essa maldita rima
não sai da minha cabeça, que merda... eu ouço cadência rítmica na minha cabeça.
parou, eu vou no banheiro.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Pensei em fugir pra onde não conheço e não sinto nada. Peguei o ônibus e fui sabe se lá pra onde. L2 à frente... aquela reta toda me matou... Não cheguei muito longe. A estação final foi o mais o além que consegui ir hoje. Andei nas superquadras sem destino pra ver se supera o vazio que senti nessa tarde escura, pra ver se superava a invisibilidade que sou. Talvez eu seja boba demais e preciso ser mais forte. Preciso pedir ao vento mais sorte e aprender a ventar.
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