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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
pelo direito de ser monstro
Era uma roda, eu de frente pra ela. Ela de frente pra mim. Na verdade só existia eu e ela. Meu olhar já não tão meu. Quando vi, eu estava apaixonada por ela. E nunca tinha pensado sobre isso, e por um olhar profundo me entreguei pela primeira vez.
...
Esses dias eu lembrei que o primeiro beijo que eu dei foi de
baixo de uma árvore. Eu e ela que não mais me recordo, o nome, a data, fizemos
uma casa de pano debaixo dessa árvore, era um dia de ensaio de chuva. Estava
frio, mas me recordo pela sensação e memória do corpo que boca dela era quente.
Meu deus como eu pude ter esquecido isso.
...
Eu fui a São Paulo visitar um amor e comprar meias.
Passeando pela avenida Paulista, ou Augusta. Minha memória me escapa a avenida,
mas me lembro de te visto uma mulher com mini short e um tope, ela dançava sua
sensualidade pura nas ruas da cidade. Foi o olhar mais convidativo e sensual
que uma mulher me lançou.
...
Eu sempre me achei um corpo masculino. Olha esses braços... esse
tronco é muito masculino. É por isso que na infância as crianças me chamavam de
Maria, Maria Machão! Eu tinha um ódio disso. Eu sentia que tinha algo errado
com aquelas crianças. Eu não entendia e chorava, comecei a bater em todo mundo
que me caçoava. Olha só que brutalidade
que truculência que eles nos fizeram.
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domingo, 1 de setembro de 2013
sábado, 22 de setembro de 2012
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
da menina que passou lá em casa e deixou um canto.
tudo é muito quando se é criança
ir embora é uma partida de seis meses
o choro é um rio que se transforma em mar
a voz embarga, fica pianinho
e quando se esquece tudo não passou de nada
a dor passou num segundo.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
No ônibus lotado de volta pra casa um menino pergunta a sua
mãe:
- mãe o nome dele é motorista?
- motorista é a profissão dele, assim como ela é menina, e
você é menino.
- ah, ela é menina, ele é menino, ele é motorista...
Na parada de ônibus um filho pergunta a sua mãe enquanto
olha pra uma loja de brinquedos:
- mãe me dá uma boneca?
- não, você não é menina. Ela é menina (aponta para mim),
você é menino.
- então, me dá um carinho mãe?
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