"Os rios que eu encontro vão seguindo comigo. Rios são de água pouca, em que a água sempre está por um fio. Cortados no verão que faz secar todos os rios. Rios todos com nome e que abraço como a amigos. Uns com nome de gente, outros com nome de bicho, uns com nome de santo, muitos só com apelido. Mas todos como a gente que por aqui tenho visto: a gente cuja vida se interrompe quando os rios."
eu quero tatear, imbricar na pele.
eu quero serestar o instante.
eu quero instante-ar cada afeto.
ventar, ventar, ventar.
transbordar amor, abraços.
eu quero a leveza de um rio.
a sutileza de uma barriga d'água.
o amor é um abraço. o amor é uma
chegada. ás vezes chega de perto, outras de lisboa. o amor é muito e quando muito transborda. ameixas. amoras.
amarelas. amarelos. o amor é quando uma alegria bate na boca do estômago. o amor
é quando cores caem numa folha branca. o amor tem muitos nomes, nasceu pra ser
gente, e gente tem muitas cores. o roberto, por exemplo, tem cor azul que é
pra ficar no sol o dia inteiro.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
maria, maria, maria assim três
vezes pois equivale toda beleza.
que dia de tempo diferente. e
tudo parecia sonho de nuvens.
o abraço longo, o murmurinho
que ecoou nos meus ouvidos,
a agitação da pele, da derme,
dos micro-músculos, dos sentires.
e foi tão pequeno e tão grande
ao mesmo tempo. tempo, você
me surpreende a cada curva, a
cada passar de tempo.
domingo, 22 de julho de 2012
vontade de abraço de elefante com duração de uma gest(a)ção.