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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
domingo, 1 de março de 2015
tá tudo escrito nas paredes de concreto de brasília.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
o vento que sopra entre nossos fios
Brasília é muito ampla. O que mais se escuta por aqui são os carros e os pássaros. Às vezes não se escuta nada, mas eu não aguento e tenho que tapar os ouvidos bem forte com os dedos. É um exagero, eu sei. Mas quando se fala de um espaço imenso, onde estão as pessoas?
Meus
olhos ficam a procura de pessoas coloridas: uma pessoa azul poderia facilmente
se confundir com esse céu enquanto voasse, uma amarela poderia muito bem estar
empoleirada nos galhos de um ipê, e com certeza eu não conseguiria distinguir uma
pessoa vermelha tirando um cochilo sobre a terra sangrenta do cerrado. Mas tem
o vasto concreto, onde ninguém pode se esconder.... De certo as pessoas estão
em suas vidas.
Existe
tanta sutileza no óbvio...
Num
amplo espaço de vazio, as árvores rompem o território de Brasília - existem
árvores, pássaros, carros e eu.
Entre
eu e a seca de setembro, avisto ao longe uma pessoa caminhando. Uma pessoa e o
espaço. Uma pessoa grão no espaço, ou do espaço.
Não
é preciso definir um grão de existência no infinito do existir. Apenas se é e
isso já é tudo. Me perdi e começo a sentir a cidade falando pelo corpo.
De
surpresa, o acaso desembrulha um leão caminhando na savana de setembro. Um
amigo leonino passa por trás de mim. Só percebi que era um amigo, porque olhei
movida pela curiosidade de saber quem habitava aquele espaço tão amplo. Uma
dimensão subjetiva da manhã, um sol rasgando o meu silêncio. Meu minuto de
silêncio interrompido.
Ele,
esguio e magro, passava pelo caminho dos desejos com sua juba invisível e
seguiu em frente. Nada disse e passou. Passante. Talvez ele não quisesse
interromper o meu espaço amplo. Naquele momento eu habitava um amplo espaço, eu
era um grão de existência debaixo da sombra de uma árvore do cerrado no mês da
seca. Ele era o passante a romper o vazio de Brasília.
Brasília
é espaçosa. Em todo canto as aranhas constroem condomínios de luxo. E o vento
que sopra entre seus fios, corre por Brasília com oito pernas de saudade em
direção ao mar. Aos mares. A mim. Ás vezes, eu mesma estou seca e o vento morre
na praia. Então eu passo a língua nos lábios e uma onda transforma esse corpo
de vento em som.
Tentei
assoviar para o leão, na tentativa de um contato direto, mas não surtiu efeito
direito. Não insisti e voltei para o encontro imediato com espaço. Espaço. Espaço.
Tão amplo e tão tempo... é essa a imagem que percorre meu dia a dia pela
cidade. Eu ando a pé para acalmar as ondas. Eu ando a pé para desbotar a minha
cor de concreto, pra alimentar outros desejos, pra descobrir novos caminhos.
As
pessoas existem nos espaços amplos de Brasília.
Brasília
é meu castigo.
Marcia e Roberto
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
domingo
vou andando pela cidade. esbarro aqui, esbarro ali. e chego
nos encontros. eu e ela, a cidade. brasília.
e você pode andas por brasília? por onde andou e levou um
pouca da cidade no corpo, no pulso da memória? e se eu te pedir pra
compartilhar uma (mais que uma) memória, você me empresta sua história com a
cidade de brasília?
é simples, bem simples... você me envia uma foto de um lugar
de brasília que te causa afeto, seja lá qual for esse afeto. amarelo, rosa,
azul, vermelho, preto... água...nuvens... cachorro... carrinho de picolé...tá
valendo. se quiser também compartilhar sua história com o espaço, também é bem
vindo. é mais que bem vindo.
sei que eu não disse muita coisa sobre essa relação entre eu
e brasília, mas vou dizer duas palavras que norteiam essa dança: solitude e
encontro.
pros que toparem embarcar nesse barco, peço que enviem um
email pra marcinha com sua foto e história. quem sabe uma carta... ela adora
receber cartas.
ps: se puderem compartilhar esse convite, vai ajudar a
redear o chamamento ;)
sábado, 13 de setembro de 2014
brasília não é mais a mesma
brasília é muito
ampla. o que mais se escuta por aqui são os carros e os pássaros. é um exagero,
eu sei. mas quando se fala de um espaço imenso onde estão as pessoas? de certo elas
estão em suas vidas. é tão óbvio na sua sutileza.
ora ou outra, ora
entre outra num amplo espaço, no entre eu e a seca de setembro avisto ao longe
uma pessoa caminhando. uma e o espaço. uma pessoa grão no espaço, ou do espaço.
me perco, pois não é preciso definir um grão de existência no infinito do
existir.
por esse mesmo
espaço seco de setembro, tortuoso e luminoso um amigo leonino passa por de trás
de mim. só percebi que era um amigo, porque eu olhei movida pela curiosidade de
saber quem habitava aquele espaço tão amplo. uma dimensão subjetiva da manhã,
um sol rasgando o meu silêncio. meu minuto de silêncio interrompido.
ele esguio passava
pelo caminho dos desejos e seguiu em frente. nada disse e passou. talvez ele
não quisesse interromper o meu espaço amplo. naquele momento eu habitava um
amplo espaço, eu era um grão de existência debaixo de uma sombra de uma árvore
do cerrado no mês da seca.
tentei assoviar
pra ele na tentativa de um contato direto, mas não surtiu efeito direto. não
insisti e voltei para o encontro imediato com espaço. espaço. espaço. tão amplo
e tão tempo essa imagem que percorre meu dia a dia pela cidade. de ir e vir.
de um extremo ao
outro comecei a ser vista por pessoas. ainda dava para contar nos dedos... as pessoas existem nos espaços amplos de brasília.
brasília é meu
castigo.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
riscado
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sábado, 16 de agosto de 2014
terça-feira, 12 de agosto de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
eu queria ser rua numa noite
eu queria ser janela numa noite
uma janela que de dentro dela saíssem cores diversas
eu queria ser a goteira acumulada que cai de cima de uma
parada de ônibus
eu queria ser a parada de ônibus que acolhe um choro
eu queria ser o banco que assenta o corpo
eu queria ser noite
uma noite em brasília.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
o tempo é um rio é um fio.
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Laila Varaschin,
o fio,
solicitude
terça-feira, 14 de maio de 2013
"lugar nenhum" é uma criação coletiva.
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coletivo,
experimentação,
fazeção,
parede,
vídeo
domingo, 21 de abril de 2013
aqui, bem aqui a seca se anuncia debaixo da sombra
o sol aquece a cidade por fora
por dentro aquele frio que envolve os prédios as casas
as folhas balançam, o vento se faz presente.
sábado, 23 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
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