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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

gerúndio absoluto

acordei balançando às cinco da manhã...
a boca babando com fome de vida
a língua molhada
coração pulsando
acordei ao som de pássaros
inúmeros vizinhos cantando a cidade invisível
o silêncio absoluto dos pássaros
a cidade ainda escura
os abacates compartilhando  o divino absoluto comigo.
“A gula está relacionada à repressão sexual. Existe um fino canal que liga a ponta da língua ao sexo. Você não pode realizar a meta da vida sem passar pelo sexo. Quando puder se libertar da repressão, todo o seu sistema vai relaxar, e um espaço interno se abrirá. Então, sua consciência te ajudará a se alinhar com os hábitos alimentares.”

quinta-feira, 28 de março de 2013


vou escrever agora, se não vou esquecer a sensação. estou escrevendo agora, pois na minha cabeça pulsa um entendimento de mim agora. estou sob efeito irreversível da vida, sobre mim. curioso, eu percebo e caio em areia fina, morro e dou-me volta, entendo com clareza assustadora, percebo cada contradição, cada relação com o mundo que me devora, ou seria eu que me devoro? de certo sou eu, eu tenho uma mulher dentro de mim que me devora como um abutre. devora os meus medos, ela me chama e eu sempre recuo. eu tenho uma mulher dentro de mim que se alimenta pelo meu sexo, pelo gozo reprimido da vida. essa mulher sou eu, todos os batons que uso são feitos da minha pele. sei que isso faz sentido agora, pois estou sob efeito irreversível da vida. estou no precipício da vida, no principio e no fim. é um desmundo, é desvida, é deseu, é além do compreensível. é incerteza da contraditoriedade. é o que eu escrevo e não sei entender com profundidade. é medo, é impetuosidade, é querer comer-se toda, até as últimas vísceras com sal grosso. sou eu que me doo ao amor. cansei, é muito, minha cabeça lateja como um mar revolto. eu me abrando nesse caos todo. são puras contradições, eu estou pronta para o abismo da vida. 

domingo, 16 de setembro de 2012

papéis, papéis, papéis... muitos deles jogando no chão. bonecas dilaceradas, encerradas, sem pernas, sem cabeças, sem um corpo por inteiro. ou já seria aquela desordem a inteireza de anne sexton? eu olhava pra aquele emaranhado de  falas rabiscadas, marcadas, cuspidas e senti uma euforia de súbito... o desconhecido me rondava como felino que é. 
quem seria anne sexton no palco? quem foi sexton? quem foi essa mulher e quem seria a outra a revivê-la nos palcos? não foi jessica cardoso que se encontrava sozinha em performance, lá e cá estavam duas mulheres completamente nuas de si. carne exposta em completo transparência de ossos, órgãos, seios, boca, músculos... pronta para chupar os pecíolo das flores. 
conheci duas mulheres no palco uma no passado, outra no passado presente instante-já  ser e estando. serestando. gozando por todos os buracos-poros do seu corpo negro e denso, voluptuoso. fragmentária, subversiva, lasciva, dionisíaca, mulher que beira, transborda... 
imagina se fossem mais que seis encontros. a transa seria outra, não é?. que venham mais transas e transbordamentos para você minha menina sexton! se é isso o que te toca! 

sábado, 19 de maio de 2012

um passarinho voou de dentro para fora. tempo tempo tempo.


E ao me eleger senti os dedos deslizarem sobre a pele lisa, arrepiei-me.
Respirei, respirei, respirei o tempo instante.
Subverti-me nua em toques e abraços.
Despi-me no meu tempo, um tempo agora de duração.
No tempo lento, suave, inconsciente, brutalmente visível.

É o tempo?
Ele anda passando a mão em mim.

sábado, 17 de setembro de 2011

Vontades imediatas:
  • Comprar vestidos coloridos;
  • Comprar saias coloridas;
  • Pintar as unhas de tiê-sangue;
  • Cortar o cabelo bem curto;
  • Parar de beber porcarias (coca-cola e afins refrigerísticos);
  • Começar a editar meu documentário.