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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

poesia quadrada

ônibus público
pega na fé e rema
arrisca-se na fé e rema
embarque na fé, somente na fé.

de novo
o ônibus quebra
um outro não vem
pego o mesmo
de perna mamba
ele avança lento
no asfalto quente
quente da tarde
50C° me olha
o ônibus quebra
de novo
menino pirraça
me larga nos braços do sol

o terceiro me deixou
no alto do flamingo
se arrastou lentamente
até a derradeira morte
dessa vez teve sombra
sem água fresca 
e muita risada 
da minha paciência



sexta-feira, 12 de agosto de 2011


É uma vergonha o transporte público em Brasília, eu tenho VERGONHA. Quem mais tem vergonha? Parece que o governo não tem. Eu preciso ter vergonha? Eu acho uma perda tempo passar quatro cinco horas da minha vida dentro de um ônibus enquanto eu poderia tá fazendo algo produtivo. Acordo todos os dias exceto final de semana 4:30 da madrugada pra tentar conseguir chegar no Plano Piloto ás 8:00 da manhã. Hoje eu queria tanto ter chegado cedo à aula de dança, mas não deu. Não parava nenhum ônibus na minha parada. Todos que passavam estavam estúpidos de corpos amarrotados. Quando conseguir pegar um me aparece uma minhoca velha em desuso ENTUPIDA DE GENTE DE MEU DEUS. A minhoca não agüentou a subida do colorado e quebrou deixando umas duzentas pessoas na mão, justo hoje que era a aula da Sabrina. Queria morrer só de pensar em chegar atrasada... e cheguei. Não morri, mas queria quebrar um ônibus... Outro sufoco pra pegar outro ônibus e pego outra minhoca lenta. Assim que cheguei a Rodô eu corri tanto mais corri tanto que cheguei bufando na aula. PUTA QUE PARIU je deteste atrasos, ônibus sucateados, amarrotados, descaso.  Enfim, tenho vergonha de pegar ônibus em Brasília, vou ter vergonha quando a copa do mundo chegar no Brasil. Do jeito que tá não dá.