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sábado, 10 de janeiro de 2015

dilatamento do corpo


ô  céus, ô vida, ô divino que me dilata! gratidão por cada pessoa que já encontrei até hoje nessa vida, gratidão por cada desejo de amor que recebi ontem, pela lua amarela de ontem, pelo nascimento do coração novo que recebi na virada... o recomeço, amor, morte e nascimento! que os encontros em minha vida sejam cada vez mais profundos, sinceros, alegres e o que tiver pra ser de vida. gratidão vida! 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

"Escrevo-te com a veia aberta pulsando larga, dessa raridade que tu mesmo tem, do horizonte aberto, dessa palpitez do instante, o sufoco que desemboca no riso. A realidade do cérebro atualizada diariamente sem ter porque, burla-nos , se distrai, solidifica, comporta, realiza os repetidos enredos. Que o corpo da agora não pense na impossibilidade, que o corpo não pense, que o corpo se vá distraidamente no sendo. Se a natureza comporta essas dicas hospitalares, essa assepsia virtuosa da sobrevida, essas engrenagens que perfuram os tantos lugares de conquistas, não te baste sólido, nem muitos menos indigesto, crie na largura que existe e insiste, a entrega. E não é um pedido de morte, nem muitos menos um subterfugio da caridade momentânea e do egoísmo do sofrer. Requebra no tecido que se tem a curvatura monumental de uma nova articulação. Noturnas são as teias das entregas, o desgaste vem daquele que insiste no mesmo, é de vida que se tem- e muita- para poder morrer. Dedilho com os dedos do presente, o presente que me deu outrora. Berro de mundo que não quero, arranhando a garganta em desespero, de nada adianta, mas um canto ainda te mando em exagero. A confusão em desord.em, os cumes de apego, é de uma outra extratosfera a correspondecia cognitiva, é de um outro sentido a virtuosidade da razão. Frágil, obviamente, desconhecidos de um sistema espetacular de galáxias e sinapses em órbita do delírio. Ontem vi o encontro de duas galáxias, falo aqui em encontro porque é colisão. Ninguém se aproxima distraído, pacato e complacente, a beleza embrionária do choque cria a natureza necessária da tensão. Como dois rabos gigantes, recurvando-se sobre si mesmo, aderindo-se em espiraloso contato, convergendo a gravidade em dissipação. As galáxias, tão vagas para a nossa numerológica precisão, desatinam-se inteiras, curvam-se, recobrem-se para haver movimento, se saudam em explosão. Desse existir pleno e jogado, arremessado naquele teu largo horizonte, recoberto de nuvens, remexido inteiro em poeira, aberto ao todo momentâneo, carregamos a galáxia inteira e não notamos. E nessa suspensão dormente que, de maneira ou de outra, me encharcaria os olhos, relevo a condição necessária da vida, tão bem saudada, disposta, tratada como o inquilino sobrevivente, do avanço do verme cientifico, da cara disposta em normalidade de enredo. Sabemos que ter uma vida é diferente de se-la no infinito universo em que possa .Cria, cria com o sistema abatido, com a fragilidade exposta, no meio dessa tonalidade imposta, a obra última de partida. O medo desse ato é medo de viver, e pensamos: mas do que nos importa a vida!"

carta da carol barreiro para o vô.

domingo, 31 de agosto de 2014

cura-me


uma noite qualquer e toda a sua impermanência dos encontros. um paradoxo de se permitir e esquecer. perdoar. um olhar sem medo o que o corpo tem a dizer. o poder do corpo. uma noite vermelha. intensa. uma cozinha desenhada com muitas flores bocetas.
mil mulheres podemos ser na fila do supermercado, na pia da cozinha. na minha cama que meu sexo me conecta com a vida. em qualquer lugar.
instinto.
corpo fera desatando nós. desatando o medo querendo ser coragem. coragem amor pra combater a covardia a cada instante do viver, do desejar algo que é além do que posso imaginar.
perceber no distrair e não no fugir que a intensidade nos aproximou, e também, nos afastou. me corrói a ausência, o não dito, o incompreendido, a fuga que não foi só minha. me dói no peito e me fortalece. me faz romper as jaulas que não são só minhas. transformando o não , desatando o não.
movendo os moveis do lugar, removendo minhas memórias das paredes.
relembrando que num primeiro encontro parangolé a pureza foi um mito. o que existe,  tem e é, é a imperfeição e um aceitar o outro em todas as suas potencialidades. ter concessões pelo amor, ter coragem pra combater a apatia, o peso e a defesa que ainda pode existir.
que a alegria também se constrói. ela existe em mim também.
tudo é construção.
é um invento que posso intuir.
é contradição. é momento. é nada.
te vejo no meu presente, no meu futuro, no meu passado. no meu destino.
isso parece que existe. é um perfume em mim.
é um palco vazio trazendo a nostalgia do encontro impermanente.
é a fragilidade do amontoado de palavras que me levam a nada, ou sim, me levam ao meu encontro.
do descobrir solitude.
janelas com luzes  que me causam uma grande saudade nostálgica da sua presença passional. fugitiva. la fugitiva. aventureira.
pela infâmia do destino pode ser que seja só melancolia. outro ensaio melancólico de mais uma perda.
escrevo pra entender e pra esquecer. perdoar, assim com toda prolixidade e repetição das palavras. e quando não lembrar com tanta precisão, voltar aqui. não sei. não sei.
porque é natural que seja assim você aí. e eu exatamente aqui. e isso é lindo. vai durar.
estou te amando no gerúndio
é serio
é possível o passageiro
me lasquei
não sustento nada
não me cobre
não me infâmia
não me castigue
.
.
.
dar vontade de ser outra pessoa
diferente inconstância
bandoleira
o si mesma fiel a mim
a ti
.
.
.

e que seja mágico. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012


talvez o quarto presente
eu nunca consiga te dar.
movi um céu pra conseguir.
solo sé que no sé nada.
amo você além túnel, além
vida. só pode ser transbordo.

para lua com muito amor na terra.

domingo, 22 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012


hoje dei um abraço de chegada
que durou um tempo de um
abraço de partida com adeus.

sexta-feira, 29 de junho de 2012


Hoje eu acordei com um presente escondido na minha gaveta, era uma carta pra ser aberta com amor e carinho. E fora das linhas tinham vários beijos de batom vermelho e um "eu te amo" de coração. É precioso o afeto da gente, é festejo, é muito, bem mais que muito de grande, gigante, infinito, além, muito além da vida. Amo você Bruxinha!

sexta-feira, 25 de maio de 2012


Instruções para quando você receber o presente que tenho para te dar:

1. não existe regra;
2. escute essa música ao receber o presente ou para quando abri-lo. 

Sugestões:

1. o presente pode acompanhar a canção, se quiser. 

Ps: Isso tudo fará ou não sentido quando receber o presente. 

Boa viagem Coruja! 

sábado, 7 de abril de 2012

apareceu um menino tão pequeno aqui em casa doando seus brinquedos, que eu sem saber, peguei todos.

domingo, 1 de abril de 2012

a cada novo respiro um novo questionamento. pisco o olho e já me pego pensando na minha vida, o que será do presente de amanhã. como será eu não sei, eu não sei. eu não sei. posso repetir essa frase contando carneirinhos antes de dormir. eu não saber, ainda assim me move por muitos caminhos. ás vezes dá aquele medo no céu do estomago, mas caminho em desiquilíbrio ensaiando os primeiros passos de uma criança, que quer comer o mundo com a boca. que quer conhecer, tocar, brincar... eu não sei se amanhã vou ter tempo para ler os livros que tanto quero ler, mas hoje parei por uma hora. você sabe o que é parar por uma hora de baixo de uma árvore de limão? armei uma rede no improviso e li um livro com muito mais gosto, ai dormir sem ter que pensar que me fodi. se me fodi, foi pro meu bem. acordei olhando pro céu me querendo com seus olhos grandes. e de repente fez um sentido grande estar presente do que estar no presente. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

presente lisboeta.

que festa ter recebido esses presentes preciosos vindo de tão, tão, tão distante Lisboeta. 

por: Roberto Cardoso