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terça-feira, 17 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
me leve
de repente as paredes parecem muros e o coração quer voar
longe.
de repente as paredes parecem muros e o coração quer voar
longe.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
"Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito..."
Vinicius de Moraes.
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito..."
Vinicius de Moraes.
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Vinicius de Moraes
sábado, 13 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
tempo rei, transformai as velhas formas do viver, ensinai-me o que eu ainda não sei.
Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos...
Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento...
Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos...
Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas...
Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos...
Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento...
Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos...
Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas...
Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
"por um lindésimo de segundo"
eu não sou muito de sonhar
ou melhor dizendo, pois aprendi
assim com o tempo, não sou
muito de lembrar de sonhos, aqueles
primeiros do inicio da noite
me lembro dos últimos, aqueles de
sustos despertos pela necessidade de acordar
o celular desperta e preciso
acordar pra vida
mas esses dias de muita flor na
pele
lembrei de um em especial, com
muito detalhes, muitas camadas
que não sei precisar o significado,
mas acredito que o corpo saiba
porque ele é dotado de inteligência
que as palavras costumam não dar conta
mas era assim o sonho, era assim:
uma banheira grande, pois dentro
havia três mulheres
duas do signo de terra e uma com ascendência
na terra
parecia um banheiro, mas poderia
ser qualquer lugar
eu estava nesse sonho, estava de
calcinha
era apenas uma calcinha em mim, as
outras duas mulheres
me lembro do corpo e da sensação
dos seus rostos
era com amor que elas me fitavam
até eu mergulhar naquela água que
nos cobria perto da cintura
e que aos poucos iria cobrir meus
seios
olhei fundo nos olhos das deusas,
respirei sonolentamente
e mergulhei para dentro, lugar
nenhum
quando abri meus olhos, me vendo
como observadora no
meu próprio sonho, me vi num mar
azul escuro de estrelas
era um mar azul de estrelas que eu
havia mergulhado
me lembro de me sentir tocada pelo
mar de estrelas
de repente eu estava nadandovoando
no abismo
eu mergulhei e me perdi no que não
sei explicar
e quando a gente não sabe explicar
pode ser muitas coisas, entres elas
o amor, o
próprio sonho, a dança, a vida, os
sentires
e muitos outros improvisos que
temperam a pele
e que afinam a vida num único fio
que é um rio.
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domingo, 5 de maio de 2013
fazia um tempão de tempo que o tempo não apertava tanto meu
corpo contra ele - os dias cada vez mais pequenos de tanta água e sal.
metade do ano se aproxima e não iniciei a escrita que é mais
urgente que essa... li num artigo que a urgência não é mais como antes, tudo é
urgente, daí não é mais urgente... a tecnologia vem engolindo o tempo. bom ou
ruim, eu sinto de qualquer forma esse percurso.
tenho sentido dificuldade de respirar, pois o tempo tem passado
as mãos em mim com mais desejo e vontade de mostrar que ele existe. tenho me
sentido triste, não com uma tristeza de uns dez anos atrás, mas uma tristeza
nova.
tristeza nova que cresce com tempo, que segue o rio e logo ali
na frente deságua em uma alegria vinda não sei de onde.
eu não sei. necessito morrer, necessito morrer de amor antes que
meu tempo morra. necessito aprender a me amar e te amar também.
quinta-feira, 28 de março de 2013
se der ame, se der me ame, se der me beije. derrame
um rio em mim. hoje necessito de um amor, hoje eu anunciei em voz alta, que é pro
acaso escutar que estou de poros abertos para o amor. qualquer amor que seja,
seja de um dia de passagem de muito sol, um de três dias, ou um que mexa nas
minha moléculas por mais dias, até nesses dias de muita chuva.
eu quero um amor correspondido (sem resposta). recuso
os amores mal-vividos, nunca-ditos, escondidos em mim, mortos como um feto dentro
de mim. estou aberto para o movimento, que venha as dores e suas danças. quero
errar, não sei lá o que sentir e morrer de amor. e de repente é uma coisa
importante, da maior importância.
deve haver uma amor de transito livre, de colo
quente, que faça samba a noite inteira. deve haver amor pra maria, pra clarice,
pra marcinha, pra marília.
que venha o tempo
que venha o mar
que venha o amor
que venha
pois estou aqui, e se preciso for eu saio da beira
e “pode avisar que hoje eu não vou dar não, eu vou é
distribuir.”
segunda-feira, 11 de março de 2013
de não ser quase ninguém
parar de
pensar para dormir
preferir
pegar a caneta azul
o caderno branco
sem pauta
aumentar
mais um pouco o volume do som
alargar
Caetano dentro de mim
feito
adivinhação sobre a lua
clarice,
clarice... porque se guardar assim tão firme, no coração?
seu mistério
desdobra em mim
que mistério
tenho eu para me guardar assim tão firme, no coração?
assistindo a
solidão alimentar meu corpo
lentamente
perco a doçura
o rio solicita
o tempo
me solicita
para seus braços
no dia que
eu for embora
não quero
levar nada
é hora de
apagar o que não precisa de luz
desligo,
Caetano.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
minha casa não tem meu jeito, minha parede conta
outras histórias que não são minhas. minha casa mostra um tempo
passado-presente que não foram tecidos pelos os meus dedos. da parede que tomei
para mim, cobri de retalhos na tentativa de abrir espaços, na tentativa de um
vento inverso que me leve a habitar uma casa nova. mudar-me-ei agora de mim,
onde eu habite outro eu que ainda seja eu em uma nova casa. quero poder mudar a
cada instante, errar a casa instante e não dever uma perfeição que eu não sou. nunca
disse que eu era perfeita, minha nova casa está uma bagunça, e insistem em me
cobrar uma perfeição preciosa que não sou. essa
mudança me provou da certeza do risco, do cisco, da complexidade das relações
humanas tortuosas, e da necessidade de pintar uma parede, habitar um espaço e deixá-lo
ir ao mesmo tempo. deve ser por isso que deixei muita memória na casa de lá, da
casa de cá vou praticar com mais rebeldia o desapego. fazer doutorada no tempo
presente, enviar cartas que sempre penso em mandar. dizer mais eu te amo não
com a afirmação da distância, mas com a afirmação do amor que tudo envolve e
quer respirar. pretendo me dedicar e não me obrigar a ser feliz, pretendo me
revisitar toda vez que o processo necessitar, pretendo praticar o amor com mais
afeto e sinuosidade de uma árvore de porte grande e longas raízes. pretendo e
não me obrigo a me apaixonar. me pretendo dançar mais com minhas manifestações,
inquietações, com as minhas frustrações pretendo
a sagacidade de um rio, o percurso torto
em vez de toda dureza que ainda possa existir. pretendo viver, e já me é o
bastante.
sábado, 20 de outubro de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
vestido ou um tempo agora de abraços.
me vesti e dancei um choro
cai no rio que fiz
ao te ter em meus (a)braços
desenhei em linhas tortas meu nome
me despi e virei mulher em meus braços.
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