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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quando a gente não quer a vida rodopia o nosso não-querer, e faz um querer-aparecer.  Danada que ela é, ontem me mostrou sobre o que é voltar para placenta viva de um espaço-tempo. Bem aqui dentro eu sou e me lanço no abismo. Consegue ver a imensidão que eu posso ser? Eu sou o tempo. Eu te escrevo com o corpo todo essa caligrafia improvisada no tempo. É porque ando harmônica com o instante-já-agora-aqui. Viu? Rio. Tudo isso agora parece um instante dançando enquanto relembro o passado. Eu fico toda apaixonada. É sério, ontem foi tanto, que morri dez mil vezes por segundo. Você viu? É isso! O tempo sou eu, e também é você. Sutil. Meu tempo é lento mesmo, é assim que eu sei ser, menos burocrática. Ai, você já sabe da história, me abro toda. Eu sou um espaço aberto. Nem sempre, mas estou praticando semanalmente essa possibilidade de abertura. Bem, quem sabe daqui pra frente vire uma rotina. Rotina das boas, não é? 

terça-feira, 21 de agosto de 2012


é um além
é um além dos além
é um transbordo
nó na imensidão
do tempo.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

tempo pequeno


De olhos fechados. Chão. Pele sobre a textura do chão. Um vento corta rente a pele. Um sopro susto do vento alastra suavemente em mim. Lentamente viro o corpo para a direita no movimento mais imperceptível mais lento que eu consigo e ainda posso chamar de movimento. Percebo que o imperceptível é um lugar que mora no além no infinito da minha percepção. O micro-tempo é quase imperceptível e ele reverbera suave, lento, precioso, pequeno com numa dança pequena. Movimento. Giro. Tempo. Corpo. Circulação. Suspensão. Vazio pleno. Esvaziamento. Preenchimento...