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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

domingo


vou andando pela cidade. esbarro aqui, esbarro ali. e chego nos encontros. eu e ela, a cidade. brasília.
e você pode andas por brasília? por onde andou e levou um pouca da cidade no corpo, no pulso da memória? e se eu te pedir pra compartilhar uma (mais que uma) memória, você me empresta sua história com a cidade de brasília?
é simples, bem simples... você me envia uma foto de um lugar de brasília que te causa afeto, seja lá qual for esse afeto. amarelo, rosa, azul, vermelho, preto... água...nuvens... cachorro... carrinho de picolé...tá valendo. se quiser também compartilhar sua história com o espaço, também é bem vindo. é mais que bem vindo.
sei que eu não disse muita coisa sobre essa relação entre eu e brasília, mas vou dizer duas palavras que norteiam essa dança: solitude e encontro.
pros que toparem embarcar nesse barco, peço que enviem um email pra marcinha com sua foto e história. quem sabe uma carta... ela adora receber cartas.
ps: se puderem compartilhar esse convite, vai ajudar a redear o chamamento ;)

sábado, 30 de agosto de 2014

domingo, 28 de abril de 2013


eu estou andando pela rua num estranhamento vertiginoso, eu me observo do auto. meu rosto cansado é puro desinteresse, meu olhar está ausente-presente.  vou e não quero chegar, chego e preciso partir, volto e começo tudo de novo. eu ando de cabeça pra baixo porque meus cabelos limpam o chão. meu olhar é estéreo, sem raiz profunda. eu esterilizo quem passa por mim, e mesmo assim sou capaz observar um balançar de quadril. observo olhares interessados na minha inquietude, eu caminho e me sinto nua. a cidade me deixa toda nua, revela minha fragilidade. a cidade é anuncio que aponta nas paredes no chão o que preciso ouvir. vez outro capto um instante, uma menina acabou de ligar para amiga,  a loja de lanches chama o cliente pelo nome, Flávio pega seu hambúrguer de frango, um telefone toca, o carro acende o farol, o chão entra em atrito e range. e amanha começa tudo de novo.  

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quando a gente não quer a vida rodopia o nosso não-querer, e faz um querer-aparecer.  Danada que ela é, ontem me mostrou sobre o que é voltar para placenta viva de um espaço-tempo. Bem aqui dentro eu sou e me lanço no abismo. Consegue ver a imensidão que eu posso ser? Eu sou o tempo. Eu te escrevo com o corpo todo essa caligrafia improvisada no tempo. É porque ando harmônica com o instante-já-agora-aqui. Viu? Rio. Tudo isso agora parece um instante dançando enquanto relembro o passado. Eu fico toda apaixonada. É sério, ontem foi tanto, que morri dez mil vezes por segundo. Você viu? É isso! O tempo sou eu, e também é você. Sutil. Meu tempo é lento mesmo, é assim que eu sei ser, menos burocrática. Ai, você já sabe da história, me abro toda. Eu sou um espaço aberto. Nem sempre, mas estou praticando semanalmente essa possibilidade de abertura. Bem, quem sabe daqui pra frente vire uma rotina. Rotina das boas, não é? 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012


Trata-se do conflito entre duas necessidades: por um lado, a liberdade absoluta na abordagem, o reconhecimento do fato de que “tudo é possível”, e, por outro lado, o rigor e a disciplina que fazem com que “tudo” não seja “não importa o quê”. Como situar-se entre o “tudo é possível” e o “não importa o quê”? A disciplina, em si, pode ser quer negativa, quer positiva. Ela pode fechar todas as portas, negar a liberdade, ou ao contrário constituir o rigor indispensável para sair da lama do “não importa o quê”.
É por isto que não há receitas. Permanecer demasiado tempo na profundidade pode ser enfadonho. Permanecer demasiado tempo no superficial, torna-se banal. Devemos estar permanentemente em movimento.



BROOK, Peter. Le Diable cést lénnui, 1991, p.70. Tradução: Suzi Frankl Sperber.

COLLA, Anna Cristina . DA MINHA JANELA VEJO... relato de uma trajetória pessoas de pesquisa no Lume, 2003, p.39. 

domingo, 26 de agosto de 2012

“Esta noite tudo pode acontecer... inclusive nada.”

(Pichação em muro de São José do Rio Preto (SP), 2002)
(Trecho retirado da tese de doutorado de Jardel Sander da Silva "Camelos também dançam. Movimento corporal e processos de subjetivação contemporâneos: um olhar através da dança").