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domingo, 7 de setembro de 2014
sexta-feira, 31 de maio de 2013
referência I
segunda-feira, 27 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
desses momentos de primeira impressão que não toca a primeira vista
e que num arrepio de pele invade o outro para uma segunda dança.
e que num arrepio de pele invade o outro para uma segunda dança.
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quinta-feira, 28 de março de 2013
vou escrever agora, se não vou esquecer a sensação. estou
escrevendo agora, pois na minha cabeça pulsa um entendimento de mim agora. estou
sob efeito irreversível da vida, sobre mim. curioso, eu percebo e caio em areia
fina, morro e dou-me volta, entendo com clareza assustadora, percebo cada
contradição, cada relação com o mundo que me devora, ou seria eu que me devoro? de certo sou eu, eu tenho uma mulher dentro de mim que me devora como um abutre. devora os meus medos, ela me chama e eu sempre recuo. eu tenho uma mulher
dentro de mim que se alimenta pelo meu sexo, pelo gozo reprimido da vida. essa
mulher sou eu, todos os batons que uso são feitos da minha pele. sei que isso
faz sentido agora, pois estou sob efeito irreversível da vida. estou no precipício
da vida, no principio e no fim. é um desmundo, é desvida, é deseu, é além do
compreensível. é incerteza da contraditoriedade. é o que eu escrevo e não sei
entender com profundidade. é medo, é impetuosidade, é querer comer-se toda, até
as últimas vísceras com sal grosso. sou eu que me doo ao amor. cansei, é muito,
minha cabeça lateja como um mar revolto. eu me abrando nesse caos todo. são puras
contradições, eu estou pronta para o abismo da vida.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
segundo o sol
domingo, 16 de setembro de 2012
papéis, papéis, papéis... muitos deles jogando no chão. bonecas dilaceradas, encerradas, sem pernas, sem cabeças, sem um corpo por inteiro. ou já seria aquela desordem a inteireza de anne sexton? eu olhava pra aquele emaranhado de falas rabiscadas, marcadas, cuspidas e senti uma euforia de súbito... o desconhecido me rondava como felino que é.
quem seria anne sexton no palco? quem foi sexton? quem foi essa mulher e quem seria a outra a revivê-la nos palcos? não foi jessica cardoso que se encontrava sozinha em performance, lá e cá estavam duas mulheres completamente nuas de si. carne exposta em completo transparência de ossos, órgãos, seios, boca, músculos... pronta para chupar os pecíolo das flores.
conheci duas mulheres no palco uma no passado, outra no passado presente instante-já ser e estando. serestando. gozando por todos os buracos-poros do seu corpo negro e denso, voluptuoso. fragmentária, subversiva, lasciva, dionisíaca, mulher que beira, transborda...
imagina se fossem mais que seis encontros. a transa seria outra, não é?. que venham mais transas e transbordamentos para você minha menina sexton! se é isso o que te toca!
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
de tão precioso pra transbordar no mundo. vaiq dá mais flores do que espinhos dentro e fora de mim. tenho plantado uma semente por dia. amor pequeno. amor grande. amor silêncio. amor de todo gosto. é muito amor vaiq... sei não, mas somente com muito amor plantado na minha correte sanguínea pode aflorar de vez uma alegria elefante. gran elefantè.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
ela é um transbordo
transborda a liberté
do corpo, do corpo
deixa cair o véu
que cobre a pele
revela a superfície
profunda do mar
encanto de menina
sereia que encandeia
amizade que acolhe
abraça em liberté.
gratidão y carinho
amor!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Tem o eterno, tem o infinito, tem o além, tem o além dos aléns. O além dos aléns vocês ainda não viram. Cientista nenhum ainda viu o além dos aléns.
O além dos além é um transbordo. Você sabe o que é um transbordo?
Bem... tudo que enche transborda...
Estamira é beira, é o além do além do além dos aléns. É muito em transbordo, verdade, revelação. Esta aqui está ali está no céu está no inferno está cá está em tudo está em você. O trocadilho esconde, mas Estamira revela, mostra. AHHHHHHHHHHHHHH!
Com gratidão a Estamira por transbordar a verdade.
Com gratidão a Dani Barros por transbordar essa mulher no palco.
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domingo, 24 de junho de 2012
meu mistério é vento tátil
me revelo aos poucos
num suspiro e outro
num lugar dentro de mim livre desimpedido
me revelo no mais profundo do meu corpo
meus seios acolhem a leveza
minha barriga abraça o mundo
minha boca quer bulir um amor
meus dedos tateiam o vento
o vento tátil que dança no meu corpo
toda vez que me encontro nua dos meus obstáculos
me revelo a mim mesma todos os dias
num suspiro e outro
num toque e outro
num grito e outro
num passar a língua no céu da boca.
sábado, 19 de maio de 2012
um passarinho voou de dentro para fora. tempo tempo tempo.
E ao me eleger senti os dedos deslizarem sobre a pele lisa, arrepiei-me.
Respirei, respirei, respirei o tempo instante.
Subverti-me nua em toques e abraços.
Despi-me no meu tempo, um tempo agora de duração.
No tempo lento, suave, inconsciente, brutalmente visível.
É o tempo?
Ele anda passando a mão em mim.
... e tempo para voltar para casa.
Eu,
Essa carta compõe uma serie de (mu)dança, um presente presente que se defende ágil e tranqüilo a mim mesma. Sim, esta carta é para mim. Escolhi me dar o abraço que nunca me dei. Escolhi me ver além do muro, além do que posso ver e entender. Resolvi nesses meus vinte e poucos anos fudido me sentir inteira... Os seios, a barriga, o cabelo, a buceta, a boca, o corpo inteiro... Inteiramente me terei em abraços... Liberdade. Serei sim os abraços que sempre remediei em me dar. Serei o sorriso finalmente largo que escondi atrás dos dentes rangentes. Serei a mulher que nunca me vi ser... Vestirei-me nua, toda nua a mim mesma. Só assim poderei me arriscar no mundo, quem sabe no outro. E só assim “um dia virá em mim à capacidade tão vermelha e afirmativa quanto clara e suave. Um dia o que eu fizer será cegamente, seguramente, inconscientemente visando em mim, na minha verdade, tão integralmente lançada no que fizer, que serei incapaz de falar. Sobretudo um dia virá, em que todo o meu movimento será criação, nascimento. Eu romperei todos os não que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo que eu for será sempre onde haja uma mulher com o meu princípio. Erguerei dentro de mim o que sou. Um dia a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência. Eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade e de humanidade, não o passado correndo o futuro. O que eu disser soará fatal e inteiro. Não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões. Não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante. Sempre fundido, porque então viverei, só então viverei maior do que na infância, serei brutal e mal feita como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende. Me ultrapassarei em ondas. Ah, Deus. E tudo que cabe e venha sobre mim, até a incompreensão de mim mesma em certos momentos brancos. Porque basta me cumprir. E então, nada impedirá meu caminho até a morte sem medo de qualquer luta ou descaso, me levantarei, forte e bela, como um cavalo novo.” E então, nada me impedirá.
Um tempo agora de lembrança ou quanto
tempo dura um abraço, Alamedas Céu na Boca.
Uma livre apropriação do livro Perto do
coração selvagem de Clarice Lispector.
Uma livre apropriação do livro Perto do
coração selvagem de Clarice Lispector.
Brasília, maio de 2012 ou um tempo agora de (mu)dança.
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sábado, 12 de maio de 2012
vestido ou um tempo agora de abraços.
me vesti e dancei um choro
cai no rio que fiz
ao te ter em meus (a)braços
desenhei em linhas tortas meu nome
me despi e virei mulher em meus braços.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Sexo Ágil
#foradapauta
O movimento que o corpo faz, de vergonha, pra cobrir o peito, não é feito só pela coluna que se curva e pela mão que esconde.
Ele fica entranhado, movendo na alma e a vergonha acompanha por toda vida o pensamento. A vergonha do corpo vai qualhando a consistência das vontades das meninas, a cada passo, a cada desafio. Mesmo coiceada, ela está ali firme, adormecida às vezes, mas está ali, jogando contra, freando, estancando as vontades.
Falta muito, mas muito mesmo, na vida real, pro que se chama de igualdade entre homens e mulheres, nesse mundo em que o Brasil está dentro, nesse Brasil que a gente está dentro, nesse a gente com um inimigo dentro.
A mudança é exercício diário, que exige leveza, pra driblar a amargura, pra que ela fique longe, bem longe e esvaziada.
Religiões se engalfinham pelos corpos das mulheres. E mentes.
E mentem.
A mudança é exercício diário, que exige leveza, pra driblar a amargura, pra que ela fique longe, bem longe e esvaziada.
Religiões se engalfinham pelos corpos das mulheres. E mentes.
E mentem.
Dói não saber tanto do próprio corpo. Ele é reinvenção de todas.
E tem o medo imposto. De engravidar, doer, sangrar, engordar, emagrecer, virar puta, galinha, rapariga, medo de envelhecer.
As instruções são obscuras. O caminho podia ser mais tranquilo, os pés não precisariam se encher de bolhas na procura.
E tem o medo imposto. De engravidar, doer, sangrar, engordar, emagrecer, virar puta, galinha, rapariga, medo de envelhecer.
As instruções são obscuras. O caminho podia ser mais tranquilo, os pés não precisariam se encher de bolhas na procura.
A peleja é contínua. Que nem aquela pílula que não explicam pra gente, não deixam a gente escolher.
Aquela que tem médicos que são contra, alegando perigo.
Aquela mesma que vende na farmácia. Tem perigo? Não tem perigo?
Confundi.
Aquela que tem médicos que são contra, alegando perigo.
Aquela mesma que vende na farmácia. Tem perigo? Não tem perigo?
Confundi.
E aborto não está na pauta do executivo.
Estaria na da executiva?
Estaria na da executiva?
As mulheres brasileiras estão fora da pauta,
de novo e sempre!!
Por culpa dos brasileiros homens e mulheres.
Por comodismo, por medo.
de novo e sempre!!
Por culpa dos brasileiros homens e mulheres.
Por comodismo, por medo.
Pois que as mulheres brasileiras sejam menos machistas com urgência! Ou machistas coisíssima nenhuma!
E esse texto tá virando uma ópera,
um bairro...
um bairro...
Fudeu!
Vai lá: www.sexoagil.com
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