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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

sétimo dia: 
agradeço pela dança da vida
agradeço a minha mãe por ser um presente força e coragem na minha vida
agradeço a minha tia que me abriu mundos
agradeço meus irmãos-meus filhos
agradeço cada pessoa que passou em minha vida e que ainda vai passar
agradeço os amigos que me acolhem do jeito que sou
agradeço a dor
agradeço o vinicius meu primeiro amor
agradeço a brincadeira da infância
agradeço o brincar, o despertar, o permitir, o deixar ir, o desapegar, o morrer,
agradeço eternamente o amor
agradeço o amor que me fez ir pra são paulo sem medo e visitar um grande amor
agradeço a camila meu grande amor
agradeço a camila lua
agradeço o roberto esse amor que vai além do que posso intuir
agradeço o vento que renova a vida
agradeço o tempo
agradeço a dança meu grande amor de entrega
agradeço os livros que encontro no caminho
agradeço manoel de barros
agradeço a poderosa clarice lispector
agradeço o mar
agradeço o céu
agradeço as nuvens
agradeço a tati por essa mulher preciosa na vida
agradeço a janaína diniz por me trazer luz num momento de caos
agradeço a arte - sua poderosa transformadora de vida
agradeço a jessica por indiretamente me permitir ver
agradeço a loucura
agradeço a tristeza
agradeço a alegria
agradeço a deus
agradeço a terra
agradeço as deusas
agradeço a sued
agradeço a daniquele
agradeço a luciana hartmann
agradeço as mulheres que me habitam
agradeço os encontros
agradeço a júnia
agradeço a sabrina cunha
agradeço o improviso
agradeço a maíra oliveira
agradeço o esquadrão da vida
agradeço a dinha
agradeço o seu estrelo
agradeço as cigarras essas loucas barulhentas
agradeço a comida
agradeço a víçeras por ser essa família de afetos
agradeço os amores vividos
agradeço júlia brito me acolher sempre
agradeço o silêncio
agradeço a mia couto
agradeço a lucina genro por me fazer acreditar em utopias realizáveis
agradeço a mudança
agradeço as festas
agradeço a coragem, o amor coragem
agradeço a música
agradeço a elis regina
agradeço o perdão
agradeço a mariana aydar
agradeço o caetano
agradeço a roberta sá
agradeço o espaço
agradeço brasília por andar a pé junto comigo
agradeço as árvores
agradeço a transformação
agradeço o tudo
agradeço a dani diniz
agradeço o instante
agradeço a vida
agradeço, agradeço, agradeço
e vou passar a vida agradecendo por tudo que me vier
obrigada vida!
tenho certeza que esqueci muitos presentes, mas que eu seja perdoada
pois metade de mim é amor e a outra metade também.

domingo, 5 de maio de 2013

desses momentos de primeira impressão que não toca a primeira vista
e que num arrepio de pele invade o outro para uma segunda dança.

quinta-feira, 26 de julho de 2012


Ela ainda não sabe quem é… Ela se ocupa com seus barquinhos e com as suas desimportâncias. Talvez ela seja as coisas tão gratuitas que a distrai… Esses barquinhos um dia foi um lindo caderno que um amigo lhe deu. Ela não tinha coragem de escrever no caderno por achar que não tinha capacidade de escrever algo tão importante, foi então que resolveu fazer barquinhos de papel com o caderno. Assim ela viajou pra lugares bem distantes…
Um certo autismo a salva, eu e ela constatamos isso. Ela é salva por coisas tão gratuitas quanto à carta mais bonita que já recebeu sem ter sido escrito pra ela.  Assim como Santiago e Estamira quem sabe eles puderam suportar a melancolia de quem suspeita que as coisas aqui não fazem mesmo muito sentido.
Quem sabe ela veio de uma placenta de um morro verde amarelo do vento sul, ou quem sabe ela veio de todos os lados.
A cidade dela seria Bráxilia se não fosse Brasília. Mas ela a dama de concreto (Brasília) também é cidade… é ela que traz toda essa rica seca, esse cerrado absurdo, essas folhas das quais ela inventa e venta. Sutileza. Generosidade. Gratidão. Afeto.
A mãe dela reside nela, o pai dela reside nele.
Ela chegou naquele navio que navega e se perde a cada onda, a cada vento, a cada descuido, a cada destraimento, a cada momento, a cada instante...
Os marinheiros a puxaram pelo percurso louco da vida. Ela recebeu uma carta do acaso sem remetente dizendo que certos marujos iriam se reunir na grande odisséia do centro oeste. Lá foi ela brincar… se perder. 


já é um pedacinho de memória.





quinta-feira, 19 de julho de 2012


ela é um transbordo
transborda a liberté
do corpo, do corpo
deixa cair o véu
que cobre a pele
revela a superfície
profunda do mar
encanto de menina
sereia que encandeia
amizade que acolhe
abraça em liberté.
gratidão y carinho
amor!