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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

o mar termina onde?

pressentindo sua presença resolvi sair de casa com uma sacola de plástica pra proteger meu fone de ouvido. e você veio como meu instinto pressentiu. você sabe que sou apaixonada por músicas, que quando corro pela cidade meus ouvidos viram uma discoteca ambulante. o plástico salvou a tecnologia. enquanto eu, livre, corria como um cavalo com água nos pés. dessa vez foram águas nos meus pés que me lançaram no abismo da vida. de gotas pequenas até trovoadas intensas da chuva tanto esperada por mim. você veio. corri, corri, corri, corri... senti você em mim. me rasgando, me invadindo, me amando, me querendo por todos os lados. eu te tive em pressentimento e presença. e acalma do fim do arrebatamento trouxe o caminhar. caminhei com você e o vento que nos levou além de nós. sopramos, chovemos, dançamos numa quarta de impulsos. dessa vez resolvi voltar pra trás, você já tinha cessado, mas a presença havia mudando todo espaço, o cheiro das coisas. voltei e tudo não era a mesma coisa que tinha sido da corrida inicial. era tudo assim novo novamente. as cores estavam azuis, o amarelo no azul, o verde no azul... o azul no caminho se fez de volta pra casa. aí pensei nessa vontade louca que estar me dando de dar um tempo com brasília. eu a amo, mas precisamos dar um tempo. preciso disso pra viver. ela me entende.
te contei que peguei no caminho cagaita? que a primeira mordida que dei senti a vida em mim? te contei que catei no caminho uma fruta desconhecida? não sei do que se trata. ela tá na cozinha agora me esperando.
ela me chama nesse momento. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

olho no mundo, boca aberta, coração no mundo.


acordei breve. abri os olhos e quase nada de vazio, acorde breve sem pesos. o amor voltou a viajar pela portas dos meus olhos. acordei ontem no supermercado ao comprar um saco de pão. digo de passagem um enorme saco de pão. lembrei de uma amiga peruana e suas memórias intensas com um saco de pão, ela numa bicicleta – a minha dos meus devaneios e ela andar com suas lutas segurando um saco de pão. acordei breve goethe, werther e camila. acordei num dia amarelo dos meus sonhos, morrendo num dia breve. querendo também morrer num dia azul. sentindo desejo da camila, não sentindo falta ou raiva (ouviu?). sentido desejo do revelar-se sem medo de amar.

o disponível me chama
estou aberta pra brincar com meus fios no mundo
pode deitar no meu peito e me devorar até o último breve respiro. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

chegô gogô dagô



o amor é um abraço. o amor é uma chegada. ás vezes chega de perto, outras de lisboa. o amor  é muito e quando muito transborda. ameixas. amoras. amarelas. amarelos. o amor é quando uma alegria bate na boca do estômago. o amor é quando cores caem numa folha branca. o amor tem muitos nomes, nasceu pra ser gente, e gente tem muitas cores. o roberto, por exemplo, tem cor azul que é pra ficar no sol o dia inteiro. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

a cada novo respiro um novo questionamento. pisco o olho e já me pego pensando na minha vida, o que será do presente de amanhã. como será eu não sei, eu não sei. eu não sei. posso repetir essa frase contando carneirinhos antes de dormir. eu não saber, ainda assim me move por muitos caminhos. ás vezes dá aquele medo no céu do estomago, mas caminho em desiquilíbrio ensaiando os primeiros passos de uma criança, que quer comer o mundo com a boca. que quer conhecer, tocar, brincar... eu não sei se amanhã vou ter tempo para ler os livros que tanto quero ler, mas hoje parei por uma hora. você sabe o que é parar por uma hora de baixo de uma árvore de limão? armei uma rede no improviso e li um livro com muito mais gosto, ai dormir sem ter que pensar que me fodi. se me fodi, foi pro meu bem. acordei olhando pro céu me querendo com seus olhos grandes. e de repente fez um sentido grande estar presente do que estar no presente.