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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Não não não, sim sim sim sim, mas porém contudo todavia no entanto outrossim.



Retificando a proeminência:
A Lua estava cheia.
E quer saber?
Eu também.
E tudo e nada tem seu fim
Foi preciso ser assim
Tudo tem que ter um fim
Em doses homeopáticas
Ou em doses letais
E que saber?
O efeito complexou
Ainda mais o complexo
O invisível, o não-dito, o não-lugar
C’est La vie
Revelação, transmutação, nudez
Nudez é toque tátil de si
Sem compromisso, sem espera
Bastou no fim me cumprir
Renasci em mim
 “Toda eixosa
Cheia de L2”
Naquela noite
Sonhei três mil vezes
Dentro de muitos sonhos
Desejos
E quer saber?
A Lua naquela noite
Mostrou-se ínfima
E muito pouco generosa
Já dizia Ranieri
Inspirado em Leminski:
“Alguém tem que fazer alguma
Coisa com a Lua
Aquela coisa imensa, redonda
Aquela coisa branca enorme
Donde vem todo o frio
Que faz a madeira das casas estalarem,
Malassobradas
Então os cachorros latem mais”
Retificando a evidência:
Eu sou cachorra
Mas não sou burra
E apesar da obviedade
Repetitiva e monótona
Tudo é muito aparente
C’est La vie





domingo, 24 de junho de 2012

meu mistério é vento tátil


me revelo aos poucos
num suspiro e outro
num lugar dentro de mim livre desimpedido
me revelo no mais profundo do meu corpo
meus seios acolhem a leveza
minha barriga abraça o mundo
minha boca quer bulir um amor
meus dedos tateiam o vento
o vento tátil que dança no meu corpo
toda vez que me encontro nua dos meus obstáculos
me revelo a mim mesma  todos os dias
num suspiro e outro
num toque e outro
num grito e outro
num passar a língua no céu da boca.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011


Tire sua fala da garganta
E deixa ela passar por sua guéla
E transbordar da boca
Deixa solto no ar
Toda essa voz que tá ai dentro deixa ela falar
Você pode dar um berro quem sabe não pinta um eco pra te acompanhar
Cada voz tem um tom
Cada vez tem um som
A orquestra já tocou
E o maestro até se despediu
Todos querem ver você cantar