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domingo, 2 de novembro de 2014

no peito dos desafinados também bate esse tambor.



"eu posso. ter a possibilidade de que? de tudo, de quase tudo. um bilhão de motivos para querer algo, aquilo, isso, isto. andar sem cabeças curvadas, sonhar duas bolas de baunilha, uma canção, um beijos, uma viagem ao espaço sideral. se eu posso, na da me impede de imaginar flores bizarras ou mistérios profanos. usar a primeira pessoa: eu. colocar em ação a primeira pessoa: eu. ter ânimo para fazer um plano de ruptura, transformar as coisas sólidas num vai e vem. bulir, mexer, estirar o corpo para a mão alcançar o que ninguém vê. se eu posso, a capacidade me vem, me toma, me move."
eduardo logullo

quinta-feira, 19 de julho de 2012



Geometria inflexível,
determina o espaço.
E o estrago está contido,
noves fora eu não sou nada não.

Passarinho colorido
bateu asa e foi embora.
Se eu pudesse ia contigo,
mas eu sei que não é por bem
deixar quem se tem.

Um certo autismo me salva.

Um certo autismo me salva.

Vindo de longe,
descendo bem alto.
De peito aberto,
consciente da missão.
Eu tô num processo
que precede a vida.
No infinito o mar,
brilhos na escuridão.
Arte: Renato Moll
Texto: Mombojó