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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

pensando em formas de trabalhar no que amo, daí um tive presságios! vamos ao movimento menina! e como a vida gosta de causar acasos a gente vai brincando com os lampejos que ela nos presenteia.
tô com um desafio e preciso da ajuda dos amigos. acho que to com desafio geral! mês de janeiro é generalizado a falta de emprego, né? ainda mais na nossa área que já é difícil, fica mais difícil ainda... preciso de emprego pra não sobreviver! preciso de emprego pois minha alma quer continuar a viver.
o motivo desse anúncio de emprego é movido também por uma notícia inesperada de trampo. o Gustavo Freitas (o louco) me chamou pra fazer uma residência artística com ele o Vinícius Santana no rio janeiro por um mês. me jogou esse presente bomba num momento em que o desejo é grande, mas a falta dinheiro é muita. isso acontecerá no mês de março. agora é conseguir juntar o máximo de grana que eu conseguir pra viver essa aventura de acaso na cidade maravilinda.
daí pensei de fazer uma lista de coisas que faço e se alguém se interessar por alguma coisa podemos fazer um crowdfunding pra marcinha.
- já fiz gestão do agronegócio (incompleto), pode servir pra alguma coisa, tipo: cuidar de animais. tenho facilidade com cachorros e ando tendo encontros amorosos com gatos recentemente;
- já fiz licenciatura em dança. mas por conta da burocracia de separações tive que abandonar. dançar é minha cura. talvez isso sirva pra alguma coisa;
- cuidei dos meus dois irmãos desde os sete anos de idade e da minha irmã na adolescência enquanto minha mãe trabalhava. tenho experiência com cocos, choros, brincadeiras e cantorias pra acalmar quando precisar e outras coisas, do tipo: subir em árvores com elxs;
- estive em todo o processo de parto da Jessica Cardoso, como amiga e filmando o momento lindo e intenso do renascimento da vida. posso filmar partos! a rita e a dawn (as maravilhosas parteiras da jessica disseram que eu sou sensível pra estar num parto e que levo jeito pra coisa). foi um processo transformador estar lá! tenho que agradecer a jessica e o Diego Rodrigues por esse presente imensurável da vida;
- eu mexo com captação de imagem e edição. tenho um relacionamento sério com x vídeodança. alguns filmes meus participaram de festivais fora e aqui na casa. sei lá... se alguém pilhar de dançar a gente brinca com isso, ou outra coisas. segue os links ( monotonia:http://vimeo.com/85855830 / piso: http://vimeo.com/66816041) ;
- já fiz teasers de dois espetáculos ducas! o aquário (https://www.youtube.com/watch?v=nTfHmt9ayY8) do Grupo Liquidificadorque meu doce amigo Kael Studart me chamou e do carnaval de kitinete (https://www.youtube.com/watch?v=DkLtUtlbTv4 /https://www.youtube.com/watch… ) do Leonardo Shamah. ah, também captei as imagens do autópsia (https://www.youtube.com/watch?v=zFBgVFnYbdc) do Jonathan Andrade. E não posso esquecer da cia. víçeras (http://vimeo.com/113537496 / http://vimeo.com/112826488);
- eu tenho uma drag queen – rabita vila vicentina del rio, mas não temos tantas experiências como as maravilhosxs Drag Queen Mackaylla Larissa Hollywood;
- sei cuidar de casas. minha mãe sempre me botou pra cuidar da casa desde criança e pro meu desespero e alegria cultivo uma esquizofrenia por limpezas.
- sei fazer comidas de improvisação. gosto de criar receitas novas. mas de clássico as pessoas gostam do meu mousse de maracujá e caem de paixão pelo mousse de pitanga. ando pensando em fazer um mousse de siriguela. minha ultima obra foi na cozinha da Clara Maria Matos com os provadores mais lindo e generosos Medro Pesquita e Loucas Figueiras. eles podem dar o relato dessa experiência;
- faço licenciatura em artes cênicas. tô no sétimo semestre fora do fluxo;
- gosto de pesquisar, já fiz três pibic’s (coisa acadêmica);
- sei subir em árvores, nesse tempo de frutas posso fazer esse corre sem custos de mercado;
- sei cuidar de plantas!!! tenho amor por cuidar de plantas;
- amo fotografar, não saco muito. mas já fotografei os meus instantes (mais experiência) ;e o ultimo projeto do Mestre Zé do Pife e as Juvelinas;
É isso gente! tô aberta pro novo e não tenho melindres pra trabalhar, onde for preciso eu vou pra continuar alimentando o meu sonho de fazer aquilo que me transforma.
se alguém se interessar por algo é só entrar em contato por in box.
desde já grata!
ah, quem puder compartilhar também vai ser massa!!
Emoticon wink

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

" La danza fuerza a la filosofía a pensar, a desplazarse de sí, la pone de patitas en la calle"

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

"a fé corre, a razão fala, a emoção tomba, o medo se protege, a verdade late. corra! corra! corra!"

O que eu sou... eu sou... eu sou um abacate estatelado no chão. É que quando eu olho de frente pro meu elefante a gente diz adeus. Adeus! E nós jogamos no abismo da vida! Caímos juntos, numa queda livre. Damos as mãos e do alto GRITAMOS: EU TE LIBERTO! EU TE AMO, EU TE AMO! PODE CAIR PROFUNDO EM DIREÇÃO AO AMOR. CAI SEM MEDO, SE POSSÍVEL FOR DANCE ESSA DOR. ESSA LÁGRIMA PRECISA SE TRANSFORMAR! Na frente da minha janela tem pé de abacate, e ele me ensina de tempos em tempos, de caídas e caídas que a vida é assim. É assim mesmo. Só depende dos teus impulsos a queda livre. Não tem para onde fugir. A gente foge porque ainda tem medo, tem um cachorro latindo alto dentro da gente. A gente pode não ver, mas uma hora isso se fará tão presente como um abacate que caí. A gente sente muito! Muito tudo, tudo e tanto! A gente sente muito a vida rasgando a pele da gente, perfurando as camadas, a gente é ser sensitivo cara! Não tem como não ser. A gente não aguenta aí dança.  Eu danço porquê senão eu morro doente. E morrer doente estraga as raízes! Porque a vida já não é tão pequena... e lá no fundo algo te late, ou como me seria: meu elefante LATE! GRITA! LATE! GRITA! LATE! Esses dias eu disse adeus a mim. Disse a mim mesma que me libertaria de toda defesa que pudesse atravancar o amor. Não estou de acordo com sua covardia, porque o amor que correr pelas ruas, que pular catracas, quer gritar pra quem quiser ouvir, que brincar de subir em árvores, quer descansar debaixo de uma árvore fresca, que correr com fé em direção ao mar, CORRER COMO UM ELEFANTE FEROZ EM DIREÇÃO AO MAR! SER ONDA INTENSA NUMA QUEDA LIVRE! Meu deus como pude ter me silenciado tanto, me enganado tanto, me matando tanto! Doente. CHEGA! CHEGA! CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Porque o mar é queda mais doce que pode existir. É a queda livre dos abacates do meu jardim, eles caem pra se molharem no mar! Caem porque não se aguentam mais e se libertam! Caem porque AMANHÃ RECOMEÇO! 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

domingo


vou andando pela cidade. esbarro aqui, esbarro ali. e chego nos encontros. eu e ela, a cidade. brasília.
e você pode andas por brasília? por onde andou e levou um pouca da cidade no corpo, no pulso da memória? e se eu te pedir pra compartilhar uma (mais que uma) memória, você me empresta sua história com a cidade de brasília?
é simples, bem simples... você me envia uma foto de um lugar de brasília que te causa afeto, seja lá qual for esse afeto. amarelo, rosa, azul, vermelho, preto... água...nuvens... cachorro... carrinho de picolé...tá valendo. se quiser também compartilhar sua história com o espaço, também é bem vindo. é mais que bem vindo.
sei que eu não disse muita coisa sobre essa relação entre eu e brasília, mas vou dizer duas palavras que norteiam essa dança: solitude e encontro.
pros que toparem embarcar nesse barco, peço que enviem um email pra marcinha com sua foto e história. quem sabe uma carta... ela adora receber cartas.
ps: se puderem compartilhar esse convite, vai ajudar a redear o chamamento ;)

quando pego na sua mão





sábado, 30 de agosto de 2014

domingo, 24 de agosto de 2014

querida,
guerreira de olhos desejosos de sonhos realizáveis
te desejo suspiros de amor
ventos de sutilizas
garrafas de vinhos pra saborear a vida com seus amores
te desejo a cada instante uma dança
a parte que ativa a vida
que te abastece de amor
te desejo generosidade
te desejo observâncias pra perceber onde nasce e mora o amor.

ainda pulsa



olho para trás e a dor é menor. talvez o pequeno nem seja a questão. talvez o meu aquário se expandiu pra além de mim. de mim narciso. e aí a visão e mergulho tornar-se mais profunda. é assim que me é no momento. e aí começo a ver o que de infinito existe e posso serestar. 
olho porque o sofrimento existe e não preciso mais esconder as marcas do meu corpo. sou essa marca de tempo e experiência, um abraço de amor apesar das perdas.
o sofrimento esse eterno sentimento vicioso ganhando outras formas em meu ser não é mais o mesmo.
o menino sofrimento vem dançando leve. leve. leve. acorda de manhã com um olhar calmo que tateia a janela, bisbilhotei as folhas laranjas. respira o vento norte. acorda em brasília querendo o mundo cósmico.  
minha cabeça trovoa com olhar de movimento e falo mansinho pro menino sofrimento: calma, calma, calma. segue em frente que o amor não morre assim de perdas. na verdade ele só aumenta ainda mais em meu peito. ainda pulsa, graças as nuvens que amo com o mesmo efeito de entrega. 
eu não desisto
eu resisto
eu me refaço
me desfaço
me refaço
me movimento
me invento no presente
me giro
me deixo ir
me morro
me abismo
me nasço na manhã seguinte
me choro pra curar as dores nos músculos 
me grito
me silêncio
me deixo amor serestar.
eu resisto porque o amor é um tambor que dança em meu peito
eu resisto porque o sofrimento não me parece mais um sofrimento sem fim.
ele é um bom movimento a sacudir as defesas que ainda possa existir.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

que toda defesa que possa existir
se dissipe numa contradança
e que quase sem sentido
a defesa que um dia existiu
se dissipe numa memória leve
pra dançar toda dor que um dia existiu
e que num lampejo de luz
um súbito momento presente
eu possa festejar as partidas
eu possa festejar as chegadas
com calmaria
com calmaria
com calmaria.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013


eu sou a liberdade quando eu danço com você, é um com você que é, que toca com calma de tempo. é criança, é bola, é tempo que não tem fim. é nosso recomeço. remo. te levo. me leva? já estou sendo você, e você sou. circulo. água. vento. silêncio. nós. eu. você. liberdade amarela, cinza, branca, tudo tanto sem fim. recomeço. eu sou você. eu sou ... um rio.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

"por um lindésimo de segundo"


eu não sou muito de sonhar
ou melhor dizendo, pois aprendi assim com o tempo, não sou
muito de lembrar de sonhos, aqueles primeiros do inicio da noite
me lembro dos últimos, aqueles de sustos despertos pela necessidade de acordar
o celular desperta e preciso acordar pra vida
mas esses dias de muita flor na pele
lembrei de um em especial, com muito detalhes, muitas camadas
que não sei precisar o significado, mas acredito que o corpo saiba
porque ele é dotado de inteligência que as palavras costumam não dar conta
mas era assim o sonho, era assim:
uma banheira grande, pois dentro havia três mulheres
duas do signo de terra e uma com ascendência na terra
parecia um banheiro, mas poderia ser qualquer lugar
eu estava nesse sonho, estava de calcinha
era apenas uma calcinha em mim, as outras duas mulheres
me lembro do corpo e da sensação dos seus rostos
era com amor que elas me fitavam
até eu mergulhar naquela água que nos cobria perto da cintura
e que aos poucos iria cobrir meus seios
olhei fundo nos olhos das deusas, respirei sonolentamente
e mergulhei para dentro, lugar nenhum
quando abri meus olhos, me vendo como observadora no
meu próprio sonho, me vi num mar azul escuro de estrelas
era um mar azul de estrelas que eu havia mergulhado
me lembro de me sentir tocada pelo mar de estrelas
de repente eu estava nadandovoando no abismo
eu mergulhei e me perdi no que não sei explicar
e quando a gente não sabe explicar
pode ser muitas coisas, entres elas o amor, o
próprio sonho, a dança, a vida, os sentires
e muitos outros improvisos que temperam a pele

e que afinam a vida num único fio que é um rio. 

domingo, 5 de maio de 2013

desses momentos de primeira impressão que não toca a primeira vista
e que num arrepio de pele invade o outro para uma segunda dança.

domingo, 28 de abril de 2013


eu estou sozinha, ela me observa como
quem procura um motivo para aproximar-se
eu não foco, eu não ouço
eu toco e calo, me silêncio
ela foge uma, duas, três, quatro, doze vezes
não há toque, há fúria
fúria de uma última dança
foi nossa última dança, ilusão
ela me abraça, eu nada faço
e assim choramos. 

domingo, 21 de abril de 2013

da perda de si
do desviar o olhar
do olhar outras coisas, o entre
do perder de si por um instante
do esquecer de si
do fazer nascer o si mesmo.