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sábado, 3 de julho de 2010

...O que eu tentava dizer mesmo... É que... O que eu mais gosto nesta vida, o que me mais instiga, o que me preenche o vazio, o que me faz feliz, o que... não sei... Enfim, o que me faz sentir uma pessoa, mas uma pessoa de verdade... É... não sei. Eu simplesmente não sei o que quero. Mentira. Sou egoísta por querer o mundo. Isso nunca acaba enquanto há desejo... sabe de uma coisa eu tenho medo do que sinto. Meu peito grita. Sou arrastada com uma corda no pescoço... O que quero dizer... meus demônios me tentam o juízo. Quase sem força sou vendida a preço vil vestida com insultos e ofensas. Carrego a cruz dos meus pecados. Quem terá amor por uma alma atormentada como a minha? Quem terá compaixão? Que besteira. Não era isso que eu queria falar. Expor assim meus demônios, que besteira. Pra quê dizer algo quando quase sempre quero ficar em silêncio... -Cala a boca e escuta.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tarde de cinzas. Vou ao se encontro. Ela com sua espada na mão. Escreve, escreve... se esconde. Ouço o barulho do seu vento. Ela me faz odiar, me tira do serio, me tira o eixo... Olho sua sombra com atenção e abominação que há em mim. Dentro dela habita um mostro. Isso me assusta... não consigo entrar em seu mundo. Egoísta, fraca, teimosa eu odeio seu egoísmo. Odeio com dor nos pulmões. Odeio sua contradição. Odeio sua fuga... Antes de te odiar te amo... Pra quê disfarçar, não vou mais negar o que há em mim.

Há tempos não tenho motivos pra nada. Só penso na cama quente de armadura. Durmo na escuridão do meu silêncio. Despedaçada. Sou inquieta e áspera e desesperançada. Sou tudo e sou nada. Quase sempre sou nada. Um coração de papel. Que guarda e esconde uma mulher adormecida. Que grita dentro de mim. Me dê uma razão para ser... uma mulher. Eu quero apenas ser uma mulher desacorrentada. Quero ser a mulher que ama a que seduz quando necessário. Quero amar com coração de mulher... Ás vezes penso na criança esquecida em mim, ai tenho medo ser mulher. Ainda sou jovem e cheia de crises. Estou tão cansada de brincar com esse arco e flecha. Vou dar meu coração de papel pro tempo. O tempo que voa bem no alto das árvores. E com diz a criança em mim se o tempo voasse ele estaria no céu, no mar... é tão difícil ser. É melhor ser nada. Nada. Se eu fosse nada nem precisaria disso... não seria. Minhas costelas doem, meu peito dói, a cama revestida me chama, o silêncio grita e a música triste repetida é o silêncio em mim. Por trás dessa moldura poderia florescer flores... eu seria a mulher que tanto quero.