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segunda-feira, 11 de março de 2013

de não ser quase ninguém


parar de pensar para dormir
preferir pegar a caneta azul
o caderno branco sem pauta
aumentar mais um pouco o volume do som
alargar Caetano dentro de mim
feito adivinhação sobre a lua
clarice, clarice... porque se guardar assim tão firme, no coração?
seu mistério desdobra em mim
que mistério tenho eu para me guardar assim tão firme, no coração?
assistindo a solidão alimentar meu corpo
lentamente perco a doçura
o rio solicita o tempo
me solicita para seus braços
no dia que eu for embora
não quero levar nada
é hora de apagar o que não precisa de luz
desligo, Caetano. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

sábado, 7 de julho de 2012

Noite I


a noite devorou o tempo
a lua embaraçada sem tino
se escondeu atrás do pé de jatobá
hoje quem é cheia é a noite que se
encontra dentro dos  meus sonhos.



segunda-feira, 2 de julho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

tudo me apavorando.



A tristeza é senhora desde que o samba é samba é assim. A lágrima clara sobre a pele escura. À noite, a chuva que cai lá fora. Solidão apavora. Tudo demorando em ser tão ruim. Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim. Cantando eu mando a tristeza embora. O samba ainda vai nascer. O samba ainda não chegou. O samba não vai morrer. Veja o dia ainda não raiou. O samba é o pai do prazer. O samba é o filho da dor. O grande poder transformador. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012


bem distante e ao mesmo tempo perto. perto da minha dança, da minha dor, da alegria dela, da dança dela, da noite quente de meia Lua, perto da menina, longe do burburinho todo. um momento meu e da doida moça morena. nós duas distante da multidão ao som do menino moreno mistério. dançando de cabelo solto, de pés soltos, de vestido ao vento, criolando, sambando, abraçando, cheirando a noite, brincando no terreiro. 

domingo, 16 de outubro de 2011


Em foco, em foco
Enforco-me, enforco- me
Perco a sanidade
E a falta de imaginação
Me faz
Me faz cortar os pulsões
Mentira
Eu minto
Introduzo mentiras
Tomo um copo de palavras venenosas
Por hoje
Enquanto durmo de olhos abertos
Semicerrados
Desfocados
Amansados