como eu amo a vida. é uma espécie de mágica. é uma dança que
me desloca pra dentro e fora de mim. é um instante pequeno e gentil de entrega.
e só basta eu ficar atenta, forte, com um olhar amplo, generoso e vivo. é
preciso viver com coragem a cada instante único que se pode ser pleno. é
preciso se entregar. hoje tenho dimensão desse amor, das oportunidades que ela
me oferece. e como são tantos os sinais no caminho. antes eu tinha medo, era
cega e não via seu emaranhado do todo que nos une. um elo. eu só quero agradecer
a ela, pelo inúmeros presentes no caminho, que vão desde encontros com pessoas
preciosas e abacates estatelados no chão, ipês amarelos feito algodão doce,
nuvens no céu, eu indo ao encontro de um grande amor. um grande amor que nunca
morre. e se morre é pra nascer diferente. transformado. re-curso de um rio. vivo. obrigado por tudo, vida!obrigado
pelo entendimento do desatar nós, do desatar defesas do meu coração, essa
dureza imposta que agora posso transformar. amo você vida! amo tudo isso e tô
aqui com coragem pra viver. pra ficar descabelada e assanhada de querendo toda
em mim.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
empoderamento
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terça-feira, 17 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
me leve
de repente as paredes parecem muros e o coração quer voar
longe.
de repente as paredes parecem muros e o coração quer voar
longe.
domingo, 27 de outubro de 2013
eu olho o mundo que se chama grama, céu, carro, essa caneta
que seguro, os insetos que me cercam, a sinfonia das cigarras, ai eu penso
tanto, que esvazio. e qual a importância dessa tanta coisa? talvez nenhuma. a importância
é não ser importância. daí quem sabe alguma coisa ganhe a sua importância
devida. a minha importância de hoje foi descobrir, ou reafirmar minha solitude.
tive um sonho nessa tarde
em que nossas mãos se soltavam
nosso beijo acabava.
eu te perdia numa longa aventura
eu te sentia pele, boca, seios
útero e mãos.
eu te deixava ir
não perguntei muito
e senti amor quando nossas mãos se soltaram.
porque elas sempre se soltam
sempre se soltam.
hoje me dei asas pra voar.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
da menina que passou lá em casa e deixou um canto.
tudo é muito quando se é criança
ir embora é uma partida de seis meses
o choro é um rio que se transforma em mar
a voz embarga, fica pianinho
e quando se esquece tudo não passou de nada
a dor passou num segundo.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
o toque dela é água
um sutil vento de
água que passou pelo meu cabelo, rosto
inverteu o tempo-espaço
despertou um lugar invisível em mim
trouxe luz e cor
o abraço dela é rio que quando sinto me perco
o silêncio dela é uma dança
o toque dela é água
e eu viro peixe.
domingo, 24 de junho de 2012
meu mistério é vento tátil
me revelo aos poucos
num suspiro e outro
num lugar dentro de mim livre desimpedido
me revelo no mais profundo do meu corpo
meus seios acolhem a leveza
minha barriga abraça o mundo
minha boca quer bulir um amor
meus dedos tateiam o vento
o vento tátil que dança no meu corpo
toda vez que me encontro nua dos meus obstáculos
me revelo a mim mesma todos os dias
num suspiro e outro
num toque e outro
num grito e outro
num passar a língua no céu da boca.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Amor é pra quem quer.
É só isso? Na distancia: palavras carregadas de aspirais de
sensações. De perto: o silêncio. Será isso medo do encontro? Medo de sentir
demais? Medo de não agüentar a partida? Da distância que nos separa? Não te
peço tanto, apenas afeto. Não te quero medo, te quero livre. Te quero na
imensidão do mar... Se eu tiver que te ver ir, dançarei leve. Não te quero pela eternidade, te quero hoje,
se hoje for muito. Se for um grão na imensidão do seu mar. Não vou chorar ao te
ver partir. Vou sentir saudade ás vezes, vou sentir muito. Vou morrer de amor,
nascer novamente na vontade de outro querer. Amor é pra quem quer.
ps: para você novamente.
ps: para você novamente.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Lero-Lero
Saber que finalmente consegui
entrar no curso de cênicas, me deixa feliz. Foi tão difícil entrar naquela
porra. Mas tô lá, e não vou negar, bate um desespero ás vezes. Eu tenho 22 anos
e estou na minha segunda/terceira graduação. E ainda por cima, sou uma
clandestina em outra graduação (dança). Ai se pegam, eu não tô nem aí. Enquanto
isso tô dançando, atuando, performando e fotografando nas horas ociosas. Ganhando
experiência, experimentando leve na maior parte do tempo. Ás vezes chega um
pesar nas minhas costas, mas já tou tão macaca velha, que logo jogo um balde de
água fria pra acordar e deixar leve a caminhada.
Meu saldo final de 2011 foi mais
positivo que mil divãs. Nunca viajei tanto na vida, e muitas vezes sem pagar
nada. Conheci um mundaréu de gente, de terras, de ruas, me encontrei em muitos
lugares, me perdi em outros. Fiz festa na praia do Leblon, dancei com o mar
calmo. Fiquei observando as ondas levarem todo aquele peso que um dia me
deixaram mais velha, sem cor.
Eu vi nascer outras mulheres em
mim. Eu vi muitas delas morrem pra nascerem outras. Isso de morrer ajuíza os juízos,
ou não. Fui tantas mulheres, fui nada, fui vádia, fui aperto no peito. Solidão
na maior parte do ano, uma doce solidão que a música dele levava de mim
(Marcelo Camelo). Ele me dizendo “que
tudo passa”. E passa mesmo, se me distraio já tô morrendo de novo.
É assunto de mais pra caber aqui.
Enquanto não caibo em palavras, eu danço. Dançar me deixa menina leve, cabelo
solto. Nessa onda de danças, eu entrei numa Cia. de dança. É eu to dançando,
tudo aconteceu tão rápido que ainda não tive tempo para refletir. A única coisa
que me inquieta nesse novo grupo é um estimulo de competição, isso me assusta.
“É cada um por si na sua própria bolha de
ar.” Não tô acostumada com isso. Teatro é diferente, não se faz teatro em
sua própria bolha de ar. Sei lá, espero que seja uma impressão errada da minha
parte.
A única coisa que não consegui em
2011 novamente, foi um amor. Só tive um amor platônico, um amor ainda de 2010,
um amor medo de Santos, e nada mais. Eu não sei o que acontece comigo, mas eu
não sou do tipo de alguém me querer. E quando isso remotamente acontece sentem
medo. Fodam-se, fodam-se todos todas. Ainda bem que tenho doutorado em solidão,
senão eu tava fudida. Mas bem no fundo acho que isso seja uma armadura que
criei pra me defender. Mas tem dado certo. Na falta de um amor, eu viajo só.
Mas na verdade “o que eu penso mesmo é encontrar alguém que
me dê carinho e beijo... Ah, eu só quero amor. Seja como for o amor. Seja bom,
seja amor.” Que o novo ano me traga um amor, seja como for, seja quem for. Seja
amor. Que venham outras promessas não cumpridas, de certo outros lugares surgirá.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Não tenho mais medo do mundo (um
pouco talvez). Quando assumo que sou dona da minha própria casa, não tenho pra
onde me esconder, é encarar o mundo. Sair por aí, sem medo, sem medo de errar.
Se der errado, eu choro, me descabelo, faço cara feia. Mas visto outra roupa e
caio no mundo. É assim, bem simples complexo. De repente eu tava ali pastando,
e agora to lá dançando, interpretando... As coisas estão acontecendo numa
velocidade esquizofrênica, quase me engolindo. E eu numa calma nunca vista, vou
indo nesse fluxo louco. Ás vezes eu namoro o dia, ás vezes à noite. Saio comigo
mesma pra passear. Assim somente só. Não tenho medo da solidão. Ela é a única
que me acompanha sem reclamar, me segue em silêncio, me namora quente. Solidão
é um prato quente servido na minha alma. E vou seguindo aqui e ali num passo
cansaço ás vezes. Mas bem, obrigado! O que têm mais me atormentando esses dias
é a doença da minha mãe, esse anuncio de morte me mata com ela. Isso sim me dá
muito medo. Se saio, não sei se encontro mais aquele rosto parecido com o meu,
aquele cheiro inconfundível, aquele jeito torto de me amar. Tento me manter
calma pra não deixa-lá abalada e complicar a situação. Acalmar é quando eu
deito no colo dela e me faço filha pequena, me faço mãe grande. Há esperança.
Eu bem sei, eu me apego a isso... Não quero ter que escolher entre duas artes.
Quero tocar um foda-se em quem me censurar por fazer duas coisas que amo ao
mesmo tempo. O mundo quer de você interdisciplinaridade, uma gama de conhecimento,
e me proíbe disso. É uma filha da putagem. Existem leis que deveriam ser
revistas. O homem deveria ser revisto, quem sabe assim ele se torne menos ísta.
Pode dizer, se perguntarem por mim eu estarei dançando, atuando, fotografando,
comendo, pulando, gritando, chorando, desfazendo, fazendo, crescendo,
descansado se preciso for. Amando, criando, experimentando, experimentando mais
um pouquinho. Ainda estarei querendo um amor... A vida ás vezes cansa, mas
gosta dessa loucura toda. Quando ela passa suas mãos em mim, crio asas. Me
sinto mais segura nesse mundo selva. Quando se conhece limites fica mais fácil
de encarar o mundo... A vida que cai em mim tenho feito festa com ela. Antes
melhor do que nada fazer, antes que chorar pela falta dela. Eu danço na tarde
quente ao ver um azul feito pra mim. Uma tarde que me namora, que me envolve. Me
divirto na rua. E só de imaginar uma saudade, eu giro pro lado do
esquecimento... Pode me chamar de fria. Mas minha armadura é quente e me
protege, ás vezes dá certo, outras não. Mas ganho experiência, e com a mãe
experiência sou mais forte, sou mais mulher... Acho graça nesse amontoado de
palavras soltas, esse vomitar de palavras de dentro... Desengasgar a dor que
cobre a pele fere a alma... Pra terminar por hoje esse escarcéu de sentir, digo
que me sinto não pertencer a esse mundo. Me deixaram aqui por acaso, eu to de
partida. Que isso? Que isso sua doida?
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
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