Mostrando postagens com marcador experimentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador experimentação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

sou um abacate espatifado no chão


abacateiro florindo
cai no seu tempo
flórea a terra vermelha
colho os espatifados na terra
colho, faço, invento
imagino
um almoço na seca
tempero do prazer
da esperança verde
meu alimento cai do alto
samba meu coração
sou continuação. 

domingo, 5 de maio de 2013

desses momentos de primeira impressão que não toca a primeira vista
e que num arrepio de pele invade o outro para uma segunda dança.

domingo, 28 de abril de 2013


eu estou andando pela rua num estranhamento vertiginoso, eu me observo do auto. meu rosto cansado é puro desinteresse, meu olhar está ausente-presente.  vou e não quero chegar, chego e preciso partir, volto e começo tudo de novo. eu ando de cabeça pra baixo porque meus cabelos limpam o chão. meu olhar é estéreo, sem raiz profunda. eu esterilizo quem passa por mim, e mesmo assim sou capaz observar um balançar de quadril. observo olhares interessados na minha inquietude, eu caminho e me sinto nua. a cidade me deixa toda nua, revela minha fragilidade. a cidade é anuncio que aponta nas paredes no chão o que preciso ouvir. vez outro capto um instante, uma menina acabou de ligar para amiga,  a loja de lanches chama o cliente pelo nome, Flávio pega seu hambúrguer de frango, um telefone toca, o carro acende o farol, o chão entra em atrito e range. e amanha começa tudo de novo.  

sexta-feira, 5 de abril de 2013


conhecendo minha casa e descubro novamente que gosto de ficar sozinha. gosto da companhia das paredes, do barulho da cidade e do grito das crianças da escola em frente. gosto do silêncio interrompido pelo barulho da máquina de lavar nova, pelo barulho da panela de pressão que minha mãe não queria me dar, pois achava que eu deixaria ela explodir pelo meu distraimento.  
me arrisquei na cozinha hoje, me arrisquei com a cebola e o alho que deixa cheiro de um mês nas minhas mãos. confundi a lentilha com a ervilha e fiz um arroz com as duas sementes. será que são sementes? espero que erro faça o arroz brotar.
o que me confudi é a medida, minha medida é o exagero. às vezes dar certo outras não, e tudo bem. faz parte dançar com o erro, com o desacerto. pode ser que abra um sinal e um imprevisto pontue minha solidão. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

movimento urbanorgânico.















foto: Izaura Cruz
improvisação/performance/intervenção/dança/vídeo-dança: urbanorgânico
local: praça dos cristais
performes: flávia cruz, rachel bertazzi, marcia regina, roberto cardoso e gregório benevides