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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
sou um abacate espatifado no chão
abacateiro florindo
cai no seu tempo
flórea a terra vermelha
colho os espatifados na terra
colho, faço, invento
imagino
um almoço na seca
tempero do prazer
da esperança verde
meu alimento cai do alto
samba meu coração
sou continuação.
sábado, 16 de agosto de 2014
quarta-feira, 31 de julho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
"lugar nenhum" é uma criação coletiva.
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domingo, 5 de maio de 2013
desses momentos de primeira impressão que não toca a primeira vista
e que num arrepio de pele invade o outro para uma segunda dança.
e que num arrepio de pele invade o outro para uma segunda dança.
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domingo, 28 de abril de 2013
eu estou andando pela rua num estranhamento vertiginoso, eu me
observo do auto. meu rosto cansado é puro desinteresse, meu olhar está ausente-presente.
vou e não quero chegar, chego e preciso
partir, volto e começo tudo de novo. eu ando de cabeça pra baixo porque meus
cabelos limpam o chão. meu olhar é estéreo, sem raiz profunda. eu esterilizo
quem passa por mim, e mesmo assim sou capaz observar um balançar de quadril.
observo olhares interessados na minha inquietude, eu caminho e me sinto nua. a
cidade me deixa toda nua, revela minha fragilidade. a cidade é anuncio que
aponta nas paredes no chão o que preciso ouvir. vez outro capto um instante,
uma menina acabou de ligar para amiga, a
loja de lanches chama o cliente pelo nome, Flávio pega seu hambúrguer de
frango, um telefone toca, o carro acende o farol, o chão entra em atrito e
range. e amanha começa tudo de novo.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
conhecendo minha casa e descubro novamente que gosto de
ficar sozinha. gosto da companhia das paredes, do barulho da cidade e do grito
das crianças da escola em frente. gosto do silêncio interrompido pelo barulho
da máquina de lavar nova, pelo barulho da panela de pressão que minha mãe não
queria me dar, pois achava que eu deixaria ela explodir pelo meu distraimento.
me arrisquei na cozinha hoje, me arrisquei com a cebola e o
alho que deixa cheiro de um mês nas minhas mãos. confundi a lentilha com a
ervilha e fiz um arroz com as duas sementes. será que são sementes? espero que
erro faça o arroz brotar.
o que me confudi é a medida, minha medida é o exagero. às vezes
dar certo outras não, e tudo bem. faz parte dançar com o erro, com o desacerto.
pode ser que abra um sinal e um imprevisto pontue minha solidão.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
movimento urbanorgânico.
foto: Izaura Cruz
improvisação/performance/intervenção/dança/vídeo-dança: urbanorgânico
local: praça dos cristais
performes: flávia cruz, rachel bertazzi, marcia regina, roberto cardoso e gregório benevides
quinta-feira, 21 de março de 2013
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