"menina
vê por onde anda
que a rapaziada já quer te engolir
menina
cadê tua turma?
se não tem, se enturma
dá teu jeito, então
cuidado com a sinceridade
já mataram a verdade e eu não li no jornal
que o mal dessa gente miúda
é fazer da palavra glorioso punhal
menina
a soberba é surda
vai que a moda muda
guarda teu refrão
menina
sei que a saia é justa
pra cair não custa, basta um tropeção
cuidado com a mal da maldade
já mataram a verdade
e eu não li no jornal
que o mal dessa gente miúda
é fazer da palavra glorioso punhal
menina
vem viver a vida
firme decidida, como deus bem quer
quem sabe é tua sina
pra dormir menina e acordar mulher
cuidado com a sinceridade
já mataram a verdade e eu não li no jornal
que o mal dessa gente miúda
é fazer da palavra glorioso punhal
menina..."
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domingo, 29 de setembro de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
from Marcia Regina on Vimeo.
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terça-feira, 21 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
sábado, 25 de agosto de 2012
um lenço verde sobre a grama
uma menina passou correndo com um ratinho na mão
outra passa toda colorida com um cachecol vermelho
do meu lado o lago e o por do sol laranja
e o silêncio da tarde cinza que é Brasília
na ponte de concreto passos largos de pessoas distantes
sábado sisudo varreu meu entardecer
cultivei alguns silêncios cinzas
até aparecer balões e um sapo
uma menina sem nome passou e plantou o mesmo sapo numa árvore
que parecia chegar nas nuvens dos seus olhos
outra moça morena fotografava e escondia o tempo no seu bolso
seu nome era Júlia
ela não disse, mas eu suspeitei
e tão delicada que era me emprestou sua máquina captadora de tempo
no lenço verde sobre a grama
enquadrei uma moça rosa que esperava sorridente
a moça que havia corrido com seu ratinho
o sol cansou-se da tarde e foi embora para outro pais
não deixou remetente, não disse adeus
mas deixou um amor flutuando no lago
era um balão amarelo que flutuava sobre água serena
depois apareceu outro balão rosa claro
e outros de outras tantas cores
que cabiam dentro dos meus olhos
e enfim a noite me acolheu
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Congela o tempo preu ficar devagarinho
o dia de ontem tinha essa trilha sonora
o domingo de ontem tinha uma cor amarela
o domingo de ontem passou pianinho
o dia de ontem teve gosto de sopa de letrinhas
Marcinha
sábado, 5 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
"p a r a a l é m da boca, dos d e d o s , passa paredes - corações.. e alcança. mesmo baixinho, mesmo soprinho."
hoje eu acordei querendo comer o mundo para além boca. encher um balão de tanto ar e flutuar sobre a terra lendo um livro, dançando uma dança feita para ser livre. pássaro. verter em amor o que em mim não recebe luz. hoje acordei com uma vontade, muitas vontades, vontade de toque, de afetos, de gente escorregando sua pele na minha. hoje acordei querendo esvair música do meu corpo, voar por cima de todos e de mim. hoje acordei Isadora Duncan no tempo de criança dançando o mar, pulando montanhas. subvertendo o mundo banal, o mundo brutal.
lado B
hoje eu queria gritar uma dança sem códigos, sem passos coreográficos. eu queria apenas dançar em sentir e não em marcar um tempo, uma seqüência lógica de movimentos. eu queria novamente a leveza do despertar da manhã e o querer comer o mundo além da boca e voar sobre a terra.
extras
a manhã acabou,
a vontade cresce
amanha quem sabe, no meu processo, assimilo melhor a sequência coreográfica da vida
para depois subvertê-la em dança.
Se a minha virtude é uma virtude de bailarino; se
muitas vezes saltei de pés juntos em êxtase de ouro e
esmeralda; e se o meu Alfa e Ômega é tudo o que é
pesado se torne leve, todo corpo vire bailarino, todo espí-
rito vire pássaro: então, em verdade, é isto o meu Alfa e Ômega.
Nietzsche
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
toque dela
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
A tristeza não tem saia
Mandei uma saia pra alegria bem rodada
Cheia de fitas engomada com anáguas
Bato o meu bumbo pra alegria aqui chegar
Pois a tristeza não tem saia pra sambar
Lá vem Seu Estrelo, quero ver sambar
Todo meu terreiro, quero ver sambar
Quem é Xangoseiro, quero ver sambar
O povo guerreiro, quero ver sambar
Cheia de fitas engomada com anáguas
Bato o meu bumbo pra alegria aqui chegar
Pois a tristeza não tem saia pra sambar
Lá vem Seu Estrelo, quero ver sambar
Todo meu terreiro, quero ver sambar
Quem é Xangoseiro, quero ver sambar
O povo guerreiro, quero ver sambar
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