sábado, 17 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
dançar
nas estações do ano sem pensar, ser uma flor na primavera que não pensa, e já é
o bastante. receber e apreciar as flores no útero. flores. amarelas, vermelhas,
roxas, brancas... dançar suas cores e morrer, ainda que a morte não exista por
ser uma passagem tão fluida que se conecta intimamente com a vida. dançar,
dançar, dançar, dançar, não é preciso dança quando se é. um
corpo-água-flor-magma-árvore-de-cerejeira-folhas-vermelhas que caem no outono. no
verão, a fase poderosa de todo ser de luz e escuridão que dança com larvas no
seu útero. dança dos deuses: dor, morte, vida,
qualquer deus... ser um olhar de cristal que não foca e percebe o
infinito a frente, dos lados, atrás das costas tem um infinito. eu me
transformo num deus que dança, seja qual for o sentimento que irradia dentro de
mim. chega o outono, a beleza da morte. as
flores vermelhas enrugadas pedem vida e morrem. morrer sendo abraçado pelo
vento-água, lentamente até o encobrimento da terra que irradia vida. flor que
envelhece, uma beleza oculta, e mesmo envelhecendo e morrendo ela continua abrindo-se
para vida. dever ser por isso que a morte não existe. e esse é o presente da
vida: a morte. somos um presente que alimenta a vida, um presente que sente
tristeza e felicidade. ser, ser, ser, ser, ser, serestar... antes de começar a
cair no chão, qual será meu último esforço? um animal sempre é 100% até não
conseguir mais, e morre. quando se dança o tempo não existe, e isso não tem importância
alguma. logo vem o inverno e a última dança se aproxima. 26 milhões de mortes
para transformação. aprender a vida olhando a alma do outro. viver, envelhecer,
e morrer até o último segundo olhando... cada morte é diferente e possui um
olhar de cor e trilha única. a última dança é minha experiência, são minhas
memórias tristes e felizes na transparência de um rio. e não pensando faço a
minha melhor e ultima dança. qual seria a minha última forma? talvez nem seja
essa.
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
Sadness
"Tristeza dá profundidade. Felicidade dá altura. A tristeza são as raízes. A felicidade são os ramos. A felicidade é como os galhos da árvore que crescem em direção ao céu, e a tristeza é como as raízes descendo no ventre da terra. Ambos são necessários, e quanto maior a árvore é, mais fundo as raízes vão, simultaneamente. Quanto mais alta a árvore, mais profundas serão suas raízes. Na verdade, é sempre proporcional. Esse é o seu equilíbrio."
sábado, 10 de novembro de 2012
transparência de água
certos
momentos me visto de um olhar de vidro,
capto
um tempo louco dentro do tempo.
ou
seria fora dele?
eu
(in)vento
vejo
um cabelo dançando com o vento.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
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