quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

vida liquida

a vida é crua.
faminta como o bico dos corvos.
e pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
olho d’água, bebida.
a vida é líquida.
("alcóolicas", trecho do canto I, extraído do livro homônimo)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

pensando em formas de trabalhar no que amo, daí um tive presságios! vamos ao movimento menina! e como a vida gosta de causar acasos a gente vai brincando com os lampejos que ela nos presenteia.
tô com um desafio e preciso da ajuda dos amigos. acho que to com desafio geral! mês de janeiro é generalizado a falta de emprego, né? ainda mais na nossa área que já é difícil, fica mais difícil ainda... preciso de emprego pra não sobreviver! preciso de emprego pois minha alma quer continuar a viver.
o motivo desse anúncio de emprego é movido também por uma notícia inesperada de trampo. o Gustavo Freitas (o louco) me chamou pra fazer uma residência artística com ele o Vinícius Santana no rio janeiro por um mês. me jogou esse presente bomba num momento em que o desejo é grande, mas a falta dinheiro é muita. isso acontecerá no mês de março. agora é conseguir juntar o máximo de grana que eu conseguir pra viver essa aventura de acaso na cidade maravilinda.
daí pensei de fazer uma lista de coisas que faço e se alguém se interessar por alguma coisa podemos fazer um crowdfunding pra marcinha.
- já fiz gestão do agronegócio (incompleto), pode servir pra alguma coisa, tipo: cuidar de animais. tenho facilidade com cachorros e ando tendo encontros amorosos com gatos recentemente;
- já fiz licenciatura em dança. mas por conta da burocracia de separações tive que abandonar. dançar é minha cura. talvez isso sirva pra alguma coisa;
- cuidei dos meus dois irmãos desde os sete anos de idade e da minha irmã na adolescência enquanto minha mãe trabalhava. tenho experiência com cocos, choros, brincadeiras e cantorias pra acalmar quando precisar e outras coisas, do tipo: subir em árvores com elxs;
- estive em todo o processo de parto da Jessica Cardoso, como amiga e filmando o momento lindo e intenso do renascimento da vida. posso filmar partos! a rita e a dawn (as maravilhosas parteiras da jessica disseram que eu sou sensível pra estar num parto e que levo jeito pra coisa). foi um processo transformador estar lá! tenho que agradecer a jessica e o Diego Rodrigues por esse presente imensurável da vida;
- eu mexo com captação de imagem e edição. tenho um relacionamento sério com x vídeodança. alguns filmes meus participaram de festivais fora e aqui na casa. sei lá... se alguém pilhar de dançar a gente brinca com isso, ou outra coisas. segue os links ( monotonia:http://vimeo.com/85855830 / piso: http://vimeo.com/66816041) ;
- já fiz teasers de dois espetáculos ducas! o aquário (https://www.youtube.com/watch?v=nTfHmt9ayY8) do Grupo Liquidificadorque meu doce amigo Kael Studart me chamou e do carnaval de kitinete (https://www.youtube.com/watch?v=DkLtUtlbTv4 /https://www.youtube.com/watch… ) do Leonardo Shamah. ah, também captei as imagens do autópsia (https://www.youtube.com/watch?v=zFBgVFnYbdc) do Jonathan Andrade. E não posso esquecer da cia. víçeras (http://vimeo.com/113537496 / http://vimeo.com/112826488);
- eu tenho uma drag queen – rabita vila vicentina del rio, mas não temos tantas experiências como as maravilhosxs Drag Queen Mackaylla Larissa Hollywood;
- sei cuidar de casas. minha mãe sempre me botou pra cuidar da casa desde criança e pro meu desespero e alegria cultivo uma esquizofrenia por limpezas.
- sei fazer comidas de improvisação. gosto de criar receitas novas. mas de clássico as pessoas gostam do meu mousse de maracujá e caem de paixão pelo mousse de pitanga. ando pensando em fazer um mousse de siriguela. minha ultima obra foi na cozinha da Clara Maria Matos com os provadores mais lindo e generosos Medro Pesquita e Loucas Figueiras. eles podem dar o relato dessa experiência;
- faço licenciatura em artes cênicas. tô no sétimo semestre fora do fluxo;
- gosto de pesquisar, já fiz três pibic’s (coisa acadêmica);
- sei subir em árvores, nesse tempo de frutas posso fazer esse corre sem custos de mercado;
- sei cuidar de plantas!!! tenho amor por cuidar de plantas;
- amo fotografar, não saco muito. mas já fotografei os meus instantes (mais experiência) ;e o ultimo projeto do Mestre Zé do Pife e as Juvelinas;
É isso gente! tô aberta pro novo e não tenho melindres pra trabalhar, onde for preciso eu vou pra continuar alimentando o meu sonho de fazer aquilo que me transforma.
se alguém se interessar por algo é só entrar em contato por in box.
desde já grata!
ah, quem puder compartilhar também vai ser massa!!
Emoticon wink

a leveza de descobrir a minha doença num filme


sábado, 10 de janeiro de 2015

bota esse menino pra nascer


e que se foda meu aniversário. já estou ganhando meu presente mais vivo e pulsante. Vida. nada menos que o abismo livre que desejei ontem no ritual do fogo. Cada um que estava presente desejou aberturas para esse momento único, potente, precioso e incrível. Um processo nascente, cambiante, dançante alimentado de luz e amor. o amor tem dessas! Caê nasceu!!

dilatamento do corpo


ô  céus, ô vida, ô divino que me dilata! gratidão por cada pessoa que já encontrei até hoje nessa vida, gratidão por cada desejo de amor que recebi ontem, pela lua amarela de ontem, pelo nascimento do coração novo que recebi na virada... o recomeço, amor, morte e nascimento! que os encontros em minha vida sejam cada vez mais profundos, sinceros, alegres e o que tiver pra ser de vida. gratidão vida! 

domingo, 4 de janeiro de 2015

agora me vejo de fora




Agora me vejo de fora
Caminho e abandono a memória
E saio num passo corrido
No peito um solfejo contido
E tudo tá mais colorido
O foco tá bem mais preciso
Agora eu vejo o que sinto
E tudo faz bem mais sentido

Agora me vejo de fora
Caminho e abandono a memória
E saio num passo corrido
No peito um solfejo contido
E tudo tá mais colorido
O foco tá bem mais preciso
Agora eu vejo o que sinto
E tudo faz bem mais sentido

O custo de todos os riscos
Do forte ao mais agressivo
Das coisas que a gente se lembra

o que não tem resposta


o que me move
é o que me falta
o que não mais espanta
é o que me mata
o que me assusta
é o que me alcança
o que me impede
de entrar
na dança
o que me espera
é outra estória
o que tem pressa
é o que me cansa
o que me assusta
é o que te alcança
o que te impede
de entrar
na dança
e o que não tem resposta
a gente canta
e o que não tem resposta
o que me move
é o que me falta
o que não mais espanta
é o que te mata
o que me assusta
é o que te alcança
o que te impede
de entrar
na dança
e o que não tem resposta
a gente canta
e o que não tem resposta

sábado, 3 de janeiro de 2015

Começar uma coisa minha. Um sentimento de dentro. Eu. Agora não me importo com as letras minúsculas e nem com as maiúsculas. E nem com sentido das coisas, da concordância, das vírgulas e nem com os pontos finais. Eu não sei mais diferenciar o recomeço com o fim para o recomeço. Parece que não existe o fim, daí recomeço. Mas não existe o fim. E existe de fato. (Não sei. é liquido.) é fato para o recomeço. Tudo isso que eu falo confuso é sobre o amor. Uma coisa minha que chamo de amor e queria compartilhar com qualquer um que estivesse dispotx a estar comigo nesse exato instante. Esse que é quente e mais uma vez só. Eu que tenho intimidade com a solitude tenho cansado de tanta fuga. Tenho cansado de escrever cartas de dois meses, tenho cansado do amor. é triste dizer isso. Me desculpa. Me perdoa. Eu sinto muito. Eu tenho tentado, mas você tem uma fascinação pela fuga, pelos inúmeros recomeços em direção ao tudo. será que você alcançou o tudo fugindo  do nós? E aquele olhar de centímetros de pele não foi suficiente para eu alcançar o seu mundo mais interno? falamos sobre a mesma coisa de maneiras diferentes. É sobre o encontro que deixo meus abacates caírem no chão. De certo outro alguém além de mim poderá saborear esse cremoso gosto verde e amarelo. é do amor que comecei uma coisa minha. E se eu disser que quero aprender a me amar e a te amar ao mesmo tempo? São coisas minhas. Suas. Delx. Do Lucas, aquelx garotx com atadura no rosto e que dançava com sua caixa de música. Elx não tinha rosto e dançava a sua forma. é a Sheila. Eu acho que é sobre o amor que ela dançava. Um dia ainda sonho encontrá-la dançando pela cidade. dessa vez irei olhar longamente para os olhos dela e vou dançar. Vou dizer que sim – eu ainda acredito no amor! ás vezes eu me canso porque daí eu recomeço amanhã.  

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

me faltam palavras pra dizer do ano de trovoadas e lampejos. e faltam mesmo palavras que envolvam o tudo de dois e catarse, como diria o rafa. palavra é pedra e o ano foi sensação brotando de dentro pra fora, de fora pra dentro. isso aí. tudo. lampejos. abacates estatelados no chão. cavalos com fogo nas patas correndo em direção ao mar. ano de quedas em abismos e lá no fundo de si não estando só de si o conhecimento, transformação, refazer, amar... só soube do amor, nas suas camadas mais doces e amargas. quero agradecer ao universo, que acho que engloba tudo pelo tudo que foi, que é, que serei a partir do que já fui. passado-presente. viva a morte! viva os encontros!! viva o amor esse mais belo ato de vida que carregamos no corpo e não só no corpo. viva o olho no olho, o abraço, o afeto, o sofrimento como abertura para a transformação, a generosidade, o tudo de ruim e de bom, os monstros!!! amor, obrigada por me mostrar que só no amor podemos viajar com aventuras. você é muitx maravilhosx, é uma faca me rasgando e eu nunca sei o que vai acontecer.  

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

eu sei que eu me amo tanto eu me adoro tanto, que eu já nem me esquento com esse negócio de amor, entendeu. eu sei que eu me adoro tanto que antes de qualquer coisa eu vou me ver, entendeu. eu acordo, poxa!... hoje eu acordei tava aquele tempo meio assim aí olhei e falei: poxa são pedro  eu queria ir bem para o trabalho queria ir bem extravagante, não dá pro senhor mudar esse tempo? são Pedro não mandou o sol pra mim, entendeu. então, acho que é assim. acho que é você se olhar, você agradecer a deus, você olhar pro céu. sabe, porque tem gente que passa o dia inteiro na rua. não, eu tenho mania de perguntar pra pessoas – já olhou pro céu hoje? não? eu não acredito. não, porque tem gente que passa o dia inteiro na rua  e não olha pro céu, entendeu.

foi isso que ela disse.