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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

dessa vez o veiculo de deslocamento é um micro-ônibus.

destino: volta para minha casa.

um senhor de uns 70 anos a 80 anos canta alto sem parar. eu não consigo entender nada do que ele canta sem parar. um outro homem tomado de fúria contida pelo natal bate com a sua mão no banco ao lado do senhor que canta sem parar. perguntando em voz alto se ele sabe onde vai descer. mais uma vez o senhor diz algo que não consigo identificar.
os dois levantam e começa uma discussão. o velho pergunta para o homem se ele estar nervosinho. logo ele responde que não, pois hoje é natal e não quer se meter confusão.
três minutos de bate boca com alguns palavrões do velho, o homem desce do micro-ônibus.
o senhor continua cantando, agora alguns passageiros que estavam imóveis com a cantoria do velho começam a se manifestar com fúria.

o ônibus segue viagem, eu desço no meu destino e lembro de ter visto esse senhor sentado num meio fio a pouco tempo, de olhos fechados e com os braços erguidos ao céu.  

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"A vida oblíqua? Bem sei que há um desencontro leve entre as coisas, elas quase se chocam, há desencontro entre os seres que se perdem uns aos outros entre palavras que quase não dizem mais nada. Mas quase nos entendemos nesse leve desencontro, nesse quase que é a única forma de suportar a vida em cheio, pois um encontro brusco face a face com ela nos assustaria, espaventaria os seus delicados fios de teia de aranha. Nós somos de soslaio para não comprometer o que pressentimos de infinitamente outro nessa vida de que te falo". (in Água Viva, Clarice Lispector)

domingo, 22 de julho de 2012

Com sete reais no bolso se faz um samba solitário. E dos bons neguinho. Com direito a pastel de queijo e amendoim torrado. Essa coisa de ter e esperar não faz sentido, não do mesmo jeito de antes de não ter e esperar. Agora é só ir sem ficar. Partir e talvez olhar pra trás mandando um beijo da estação. Me permite bailar essa canção que faz muito bem ao coração. Que nessa vida se vive bem com as desimportâncias.   E como é encantador a pele de um jovem senhor invadir seu espaço para uma conversa sobre a vida. E como é rico o encontro com o um jovem de cênicas. O nome dele é simpatia e o sobrenome dele é sorriso. Conversas instantes. Momentos instantes que se vão. E aquela parte que perco o tempo na escada lendo um livro esperando o enotraparte acontecer. E aquela outra hora que me apaixono por uma bela hermosa guapa de cabelos negros de dança forte, que roubou meus pensamentos. Ai... É um momentinho imenso de além. Ou aquele outro encontro com a Márcia. Pensei que coisa mais gostosa abraçar uma alma tão imensa. O cabelo dela é tão grande e enrolado que me envolveu.  Com sete reais no bolso pode-se ganhar o mundo sozinho. Até a volta pra casa ter morrido sete vezes e ter ressuscitado outras setes, foi um transbordo neguinho. Sambinha bom. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Encontros - Cena Contemporânea

CENACONTEMPORÂNEA2010
Festival Internacional de Teatro de Brasília

ENCONTROS
Os encontros são abertos ao público e dispensam inscrição prévia.

O ATOR NO SÉCULO XX – A Técnica como Necessidade Estética (Espanha)
28/8 às 10horas
Local: Auditório 2 do Museu da República (Complexo Cultural da República)
com Borja Ruiz - Grupo Kábia e mediação de Carlos Gil - Revista ArtezA conferência de Borja Ruiz é uma conversa audiovisual derivada do livro "A arte do ator no século XX", publicado pelo mesmo autor no Artezblai Editorial. Apoiado por imagens e vídeos, Ruiz analisa algumas técnicas de treinamento do ator, mais importantes do século XX desde Stanislavski até Anne Bogart. Enfatizando que qualquer técnica de atuação tem sido principalmente um meio para definir uma ética e uma estética a linguagem teatral.

Grupo Las 4 Esquinas (Espanha)
1/9 - às 15 horas
Local: Auditório 2 do Museu da República (Complexo Cultural da República)
Os atores do espetáculo El Jardim del Mundo, Maite Vallecillo, Francisco Blanco e Esteban García e a diretora Meme Tabares num bate-papo sobre o trabalho de composição e pesquisa do grupo Las 4 Esquinas.

A Importância do Direito Autoral para o Teatro
2/9 - às 15 horas
Local: Auditório 2 do Museu da República (Complexo Cultural da República)
Encontro com Guilherme Amaral, representante da ABRAMUS – Teatro & Dança que é o departamento da Associação Brasileira de Música e Artes. O objetivo do encontro é estabelecer um contato com artistas e autores do meio teatral para esclarecer dúvidas acerca dos direitos de autor, licenciamento e cadastro de obras além da explanação sobre o funcionamento da lei 9610/98 e tirar dúvidas sobre o processo de liberação de obras dramático-musicais para projetos de teatro e dança.

Território de Risco em Debate (DF)
3/9 - às 14 horas
Local: Auditório 2 do Museu da República (Complexo Cultural da República)
Encontro com os grupos Cia B de Teatro, Teatro de Açúcar, Teatro do Concreto, Sutil e SAI para discussão sobre os processos artísticos desenvolvidos na criação dos trabalhos apresentados no projeto 50 em 5. Entre as questões a serem discutidas, estão: Que visão de Brasília cada grupo evidenciou? Como avalia a relação da obra em processo com o público? Como foi pensada a relação com o espaço? Como se concretizou o diálogo entre teatro e outras linguagens na pesquisa do grupo? O que a partipação no Território de Risco apontou de novo para a continuidade dos trabalhos?

Palestra Panorâmica sobre a Organização Política do Teatro Cearense
3/9 - às 14 horas
Local: Auditório 2 do Museu da república (Complexo Cultural da República)
Com o diretor de teatro Thiago Arrais, formado pela UFRJ e mestre pela USP, que trabalhou com diretores como Zé Celso, Aderbal Freire-Filho, Antônio Abujamra, entre outros. Atualmente reside em Fortaleza onde atua no Movimento Todo Teatro é Político - Pró- Cooperativa Cearense de Teatro.

Palavra no tempo: Viagem à Laguna Negra. História e Lenda.
3/9 - às 18h30
Local: Auditório da Biblioteca Nacional (Complexo Cultural da República)
O ator espanhol Abel Vitón fala sobre o processo de trabalho de dramaturgia à partir da obra do poeta Antonio Machado, destacando os poemas escolhidos para a criação do espetáculo As Terras de Alvargonzález.