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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Foi dito: “Não julgueis, e não sereis julgados”. Foi dito: “Não julgueis, e não sereis julgados” pra justificar a falta de memória. Em outras palavras se matamos com uma espingarda o ser amado de alguém, a única maneira de não julgarmos o assassino é esquecer que ele existe. Esquecer pra sempre que existem as espingardas, os assassinos, as pessoas amadas. Não fazer de conta que esquecemos, mas sim esquecer de verdade. Criar em seu cérebro uma amnesia clínica.
“Não julgueis, e não sereis julgados”. Em outras palavras esqueçam seu julgamento. (...)
Porque não julgar em alguma língua antiga significa justamente esquecer, mas em qual língua eu não me lembro.

E não julgar também significa não olhar, mas em qual tradução, e em qual língua eu também não me lembro. (...)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"e agora se vocês perguntarem a ela, o que ela estava fazendo, de tal em tal dia, ela vai responder sem pestanejar

não julgar em alguma língua antiga significa justamente esquecer, mas em qual língua eu não me lembro.
e não julgar significa também não olhar, mas em qual tradução, e em qual língua eu também não me lembro.
e se me disserem: responda quem é aquela garota de cabelos longos e dedos finos... não é você que dizia que ela era toda oxigênio?

mas a garota morreu.
na menor montanha-russa.

e se me disserem quem é este cara que matou sua mulher a golpe de facas no jardim? então, eu nem responderei porque isto não me interessa, mas aquele de quem eu falava, morreu há 2 anos.

quando eu perguntei pra minha conhecida, onde ficava a menor roda gigante do mundo, então, eu disse que ficava em londres.
não! em cingapura."

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Em cada homem há dois que dançam: o esquerdo. O direito e um dançarino - o direito. O outro - o esquerdo. Dois dançarinos de ar. Dois pulmões. O pulmão direito e o esquerdo. Em cada homem há dois que dançam - o pulmão direito e o esquerdo. Os pulmões dançam e o homem recebe oxigênio. Se você pegar uma pá e bater no peito de um homem na altura dos pulmões, as danças param. Os pulmões não dançam mais. O oxigênio não chega." Ivan Viripaev (1974).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Para Ranieri, Rani baby!

Quem brilha? Você lembra dos 15 minutos que fizeram diferença para o resto da sua vida?



Capacidade de formular perguntas é o que fundamenta a humanidade.
Eu estou aqui, estamos aqui, alguém escapou?
Jeitos diferentes de falar.
O céu estrelado tem leitura livre.
Cada cidade tem um céu.
As pessoas têm cara de nada.
Deus está ligado ao destino?
Destino está ligado ao Deus?
A gente se deixa convencer.
Existir pode ser uma forma de lembrar.
Eu estava me lembrando dos 15 minutos que fizeram diferença no resto da minha vida.
É preciso dar memória aos músculos.
Se eu ficar parado eu enlouqueço, não consigo ficar parado.
A gente perde hábito de esperar alguém.
From me when I see you walk me away, child. I love you so much. I just singing. Baby, baby…
Dizem muitas coisas dessa cidade.
É sempre diferente ver as coisas de perto.
Cena do papel.
Tem coisa que fica na gente (vó).
Chega uma hora que a gente é o acumulo do que viveu!
Late porque quem late os males espantam.
Late-se contra.
Late-se para criar distancia.
Late-se pelo sim pelo não.
Late-se e pronto.
Latindo pra nada.
Jesus Cristo, eu estou aqui! A gente é cachorro mas não é burro.
No final do dia estamos cansados de latir em diferentes idiomas.
Eu queria estar dentro de você... Eu queria ser um pouquinho você. Eu gosto da sua tristeza, eu gosto... Eu gosto da sua roupa, gosto... Me deixa ser você? A gente nasce, cresce, morre querendo ser você.
Eu tenho uma melancolia.
Mudar de paisagem.
Sim, os deuses desaparecem.
Eles desaparecem.
Distraídos venceremos!
Não estou triste por não falar.
Se estou sempre sozinha... os meus hábitos, os meus hábitos.
Um dia você olha (...) e não consegue se lembrar de onde veio.
O que eu digo te interessa?
Tudo que eu digo te interessa? 

eu gosto dessa imagem, eu gosto!

























fotos por: Gilson Camargo

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

distraídos venceremos



o que eu digo te interessa? se sim, mova seu corpo até o teatro da caixa pra ver esse espetáculo inquietante da companhia brasileira de teatro. é uma desconstrução tão poética e sensível das obras de Leminski, que pela segunda vez me deixa inquieta, pensante pós-peça. um texto e atuação magnifica, cenário grandioso e delicado, trilha sonora preciosa. sou suspeita. não sou critica de teatro. mas eu recomendo. recomendo que alguém faça alguma coisa com a lua, aquela bola branca... peço que Deus esculte nossos latidos, e que minha melancolia finda de vez... e que distraídos venceremos, ao passo que nada existe, senão, o grande vazio. bom dia!